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Saudi Aramco abandona planos de joint venture com Petronas, dizem fontes

Economia|Do R7

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Por Reem Shamseddine

KUWEIT (Reuters) - A Saudi Aramco descartou os planos de uma parceria com a petroleira malaia Petroliam Nasional Berhad para um projeto de refinamento e petroquímica de 27 bilhões de dólares no país do sul asiático, disseram à Reuters fontes com conhecimento do assunto nesta quarta-feira.


A Aramco vinha conversando com a Petronas a respeito de uma joint venture no projeto conhecido como Desenvolvimento Integrado de Refinamento e Petroquímica (Rapid, na sigla em inglês) no Estado de Johor, na Malásia.

Autoridades da Aramco e da Petronas não responderam de imediato a pedidos de comentário.


"Acredito que a proposta ainda estava em uma fase inicial de discussão", disse Sadad al-Husseini, consultor de energia e ex-executivo sênior da Saudi Aramco.

"De qualquer forma, considerando a escala do investimento, as exportações regionais crescentes de produtos refinados da China, a capacidade de refinamento existente de Cingapura e a competição que este projeto teria criado com as próprias refinarias de joint venture da Aramco na Coreia, na China e no Japão, a desistência provavelmente foi uma decisão gerencial muito bem ponderada e prudente da Aramco neste momento".


O projeto Rapid, que foi lançado em 2012 e que se espera iniciar operações no primeiro trimestre de 2019, foi concebido para ter um refinamento de 300 mil barris de petróleo por dia e um complexo petroquímico com uma capacidade de produção de 7,7 milhões de toneladas métricas.

No ano passado, a Petronas buscou propostas para um empréstimo de 7,2 bilhões de dólares para o projeto, com garantias separadas da empresa e da Aramco, relatou a Thomson Reuters IFR em junho.

(Por Reem Shamseddine, no Kuwait, e A. Ananthalakshmi, em Kuala Lumpur)

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