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‘Se alguém falar que sabe, é louco ou está mentindo’, diz economista sobre previsão do petróleo

Segundo entrevistado, Petrobras e donos de postos de combustíveis enfrentam uma ‘guerra interna’; ele recomenda melhorar a comunicação

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O preço do barril de petróleo voltou a US$ 100 devido à instabilidade no Oriente Médio.
  • O economista Roberto Troster aponta que a incerteza nos preços da Petrobras é o principal desafio, não a guerra.
  • Há uma "guerra interna" entre a Petrobras e donos de postos de combustíveis devido à flutuação de preços.
  • Troster sugere melhor comunicação entre distribuidores e fornecedores para reduzir incertezas nos preços dos combustíveis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Por conta da instabilidade no cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã, o barril de petróleo voltou ao patamar de US$ 100 nesta quinta-feira (9), após um breve período de queda. Além das dúvidas sobre o futuro da guerra, o retorno do bloqueio ao estreito de Ormuz contribui para a crise, uma vez que cerca de 20% de todo o petróleo do mundo passa pela região.

Nem mesmo o economista Roberto Troster consegue mais prever o futuro da mercadoria: “Se alguém falar que sabe, ou é louco ou está mentindo”. Na opinião dele, é essa dúvida em torno do custo do petróleo que é o principal desafio: “O grande problema não é a guerra no Irã, é a incerteza sobre os preços da Petrobras”.


Falta de comunicação obriga proprietários de postos a apostar no preço do petróleo Reprodução/RECORD NEWS

Ele afirma que há uma “guerra interna” entre a Petrobras e os donos de postos de combustível. Na análise de Troster, os proprietários precisam apostar se o preço vai subir ou não, o que leva a uma rotina frustrante para os vendedores e os clientes.

“Vamos supor, ele compra o diesel a R$ 4, vende a R$ 5 e tem uma margem de 25%. Se ele sabe que, quando comprar o combustível, o preço vai estar R$ 6, ele vai parar de vender a R$ 5 e começará a vender a R$ 7. [...] Por conta dessa incerteza, estão precisando fiscalizar e fechar postos. [...] Eu já vi esse filme muitas vezes. Não funciona”, afirma categoricamente o economista.


A solução apontada por ele no Conexão Record News desta quinta envolve uma melhor comunicação entre distribuidor e fornecedor para que as incertezas acabem de uma vez. “Devia ter uma definição maior do que vai acontecer com o preço dos combustíveis em diferentes cenários [...] e comunicá-la à população. [...] Um anúncio: ”Olha, o preço vai ser esse e ponto!“, sugere Troster.

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