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Secretaria do Tribunal de Contas da União fiscalizará bancos públicos

Ideia é ficar de olho principalmente no movimento de venda de ativos dos bancos públicos e nas operações de abertura de capital em andamento

Economia|Do R7

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O TCU vai criar secretaria para fiscalizar bancos públicos
O TCU vai criar secretaria para fiscalizar bancos públicos

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai criar uma secretaria para fiscalizar a atuação dos bancos públicos federais e de 38 fundos de pensão patrocinados por estatais federais. A ideia é ficar de olho principalmente no movimento de venda de ativos dos bancos públicos e nas operações de abertura de capital (IPO) em andamento, em especial da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Pela legislação, o TCU não precisa dar aval para os desinvestimentos dos bancos, mas a secretaria vai acompanhar passo a passo essas operações, que são prioridade da política econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes. O secretário de desestatização, Salim Mattar, já disse que BB e Caixa vão continuar estatais, mas ficarão "bem magrinhos". O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, já antecipou que quer acelerar a abertura de capital das unidades de seguro, gestão de ativos, loterias e cartões.

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O órgão também quer acompanhar de perto se os bancos públicos estão cumprindo as regras de governança previstas na lei das estatais.

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Os técnicos do tribunal avaliam ainda que há uma insuficiência regulatória relacionada à governança e gestão de risco dos fundos de pensão. Uma proposta de fortalecimento das regras de governança desses fundos deverá ser discutida em conjunto com o governo federal.

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Os fundos de pensão foram alvo da Operação Greenfield do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, que apura supostos desvios em investimentos que deram prejuízo de R$ 70 bilhões. Segundo a Previc, xerife do setor, os fundos de pensão acumulam déficit de R$ 15,9 bilhões (dado de setembro).

A nova secretaria, que começa a funcionar em abril, vai se especializar no sistema financeiro nacional e será responsável também pela fiscalização do Banco Central, Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e da entidade de previdência complementar dos servidores (Funpresp).

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A criação da secretaria faz parte da reestruturação do TCU que começou a ser feita pelo novo presidente do tribunal, ministro José Múcio Monteiro.

Por enquanto, a fiscalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) permanecerá no Rio de Janeiro. Já os processos da Caixa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia (Basa) serão transferidos para a nova secretaria. Técnicos do TCU informaram ao jornal "O Estado de S. Paulo" que a estratégia é caminhar na busca do aprofundamento da especialização da fiscalização, sobretudo dos negócios financeiros e creditícios.

O plano de fiscalização para os próximos dois anos é priorizar questões corporativas, inclusive de compliance (conjunto de normas e procedimentos para evitar desvios de função em empresas como pagamentos de propinas e vantagens indevidas a servidores públicos ou fornecedores) e prevenção contra corrupção. No caso do BNB e Basa, o TCU também tem como prioridade acompanhar o uso dos recursos destinados ao desenvolvimento regional. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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