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Servidores do BC vão parar por 24 horas em janeiro e intensificar operação padrão, diz sindicato

Divulgação de estatísticas e lançamento de funcionalidades relacionadas a produtos como o Pix e o Drex podem sofrer atrasos

Economia|Do R7, com Agência Estado

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Edifício-sede do Banco Central, em Brasília
Edifício-sede do Banco Central, em Brasília

Os servidores do BC (Banco Central) vão fazer uma paralisação de 24 horas no próximo dia 11, a segunda quinta-feira de janeiro, informa o Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central). A mobillização dos trabalhadores começou em julho, com a diminuição do ritmo de trabalho. A chamada operação padrão será intensificada em 2024, o que pode atrasar a entrega de estatísticas e o lançamento de produtos. 

Entre os serviços que podem ser prejudicados estão atualizações e a implantação de novas funcionalidades do Pix, por exemplo, um dos principais produtos da instituição. A divulgação de indicadores econômicos, que já sofreu atrasos em diversos momentos do segundo semestre, pode continuar com o calendário instável no próximo ano.


As novas ações foram aprovadas pelos servidores em assembleia-geral, nesta quinta-feira (28). A categoria afirma que o MGI (Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos) tem tratado a pauta de reivindicações com descaso.

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Ao mesmo tempo, os funcionários do BC dizem que a Pasta fez concessões assimétricas a outras categorias, sendo as mais privilegiadas a dos policiais federais e a dos auditores da Receita Federal. "Enquanto para os servidores da PF [Polícia Federal] e da SRF [Secretaria da Receita Federal] houve propostas concretas, para o BC só existiu enrolação", disse o Sinal, em nota.


Veja também: Servidores do Banco Central ameaçam intensificar protestos por reestruturação de carreira

Nos últimos tempos, porta-vozes do BC têm ido a público defender os servidores em todas as oportunidades possíveis. Até mesmo o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, e membros da diretoria colegiada já se manifestaram a favor da pauta dos trabalhadores.

"Diante do tratamento diferenciado, o corpo funcional do Banco Central vai cruzar os braços por 24 horas, com a expectativa de provocar um forte apagão em todos os serviços do órgão, com repercussões no atendimento ao mercado e ao público", informou o sindicato.

Como possíveis consequências, a entidade cita o cancelamento de reuniões com o sistema financeiro, problemas de manutenção em sistemas do banco e mais atrasos na divulgação de informações. 

Mais ações e reivindicações

A categoria inicia nesta sexta-feira (29) o processo de entrega de funções comissionadas. Com isso, os servidores detentores de tais funções vão assinar uma lista pela qual se comprometem a entregar suas comissões em data futura, a ser definida, caso as negociações com o governo não avancem. Essas funções, como a de chefe de seção e de departamento, por exemplo, costumam ser gratificadas.

"Todo mundo vai entregar, individual e simultaneamente, suas funções comissionadas, para poder dificultar a administração do banco", explicou o presidente do Sinal, Fábio Faiad. Com isso, a expectativa é que haja um agravamento de todos os atrasos e interrupções, uma vez que vão faltar gerentes e coordenadores para assinar e autorizar a execução dos serviços.

Entre as principais demandas dos servidores do BC estão: a criação da Retribuição por Produtividade Institucional; o reajuste nas tabelas remuneratórias; a exigência de nível superior para o cargo de técnico; e a mudança do nome do cargo de analista para auditor.

Segundo o Sinal, o bom funcionamento do Banco Central é essencial para a estabilidade econômica do país, e o governo deve ter a responsabilidade de considerar equitativamente todas as carreiras estratégicas.

Faiad afirma que a correção das disparidades pede uma resposta urgente do governo e ressalta a disposição dos servidores para defender seus direitos. "Não faz sentido atender apenas a Receita Federal e a Polícia Federal: o BC merece ser respeitado", concluiu.

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