Sete em cada 10 vítimas de fraudes já deixaram de comprar em sites
De acordo com pesquisa, 61% das pessoas ouvidas acreditam que os consumidores são os responsáveis para desenvolver medidas contra fraudes
Economia|Raphael Fernandes*, do R7

Em cada dez consumidores que foram vítimas de fraudes na internet, sete (71%) já deixaram de comprar em algum site por desconfiar da sua reputação. A informação é do levantamento realizado em todas capitais pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
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A pesquisa também revelou que somente 28% desses consumidores confiam nos sistemas de proteção.
Para 69% das pessoas entrevistadas, as instituições financeiras são as principais responsáveis em desenvolver medidas para evitar fraudes. Outros 61% julgam que os próprios consumidores são responsáveis, enquanto outros 60% mencionaram a Polícia Federal.
José César da Costa, presidente da CNDL, afirma que é errado responsabilizar apenas o governo e as empresas. “É um engano pensar que a responsabilidade pela integridade e proteção de informações pessoais sejam apenas do governo e das empresas. O usuário também precisa adotar medidas de prevenção, sobretudo ao lidar com perfis nas redes sociais e dispositivos eletrônicos.”
Vítimas de fraudes procuram empresas para resolver situação
Além de procurar a polícia, as vítimas de fraudes devem entrar em contato com a empresa em questão para poder resolver a situação, mas nem sempre o consumidor consegue lidar com o problema. Nesses casos, 29% das pessoas contrataram uma empresa para ajudar na resolução do caso. Em 58% das oportunidades o problema foi solucionado e em 19% não houve êxito. O gasto médio dos entrevistados com essas empresas foi de R$ 729,00.
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Entre os entrevistados vítimas de fraudes, 71% não recorreram a esse tipo de serviço. Dentre esses, 31% afirmaram ter conseguido resolver sozinhos o problema, enquanto 18% garantem que a própria empresa relacionada à ocorrência da fraude resolveu a situação e 15% não tinham dinheiro para pagar um especialista.
A maioria (83%) dos entrevistados se considera vulnerável à ocorrência de fraudes, principalmente ao realizar compras com cartão de crédito ou débito (46%).
Para 77% dos consumidores participantes do levantamento, as pessoas acima de 60 anos são mais vulneráveis, enquanto 34% acreditam que os jovens são mais sujeitos a fraudes.
Metodologia
A pesquisa entrevistou 917 pessoas residentes em todas as capitais do país, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos e de todas as classes sociais.
*Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Vinhas
















