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Setor público registra em fevereiro déficit de R$ 2,3 bilhões

Economia|Do R7

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São Paulo, 31 mar (EFE).- O setor público brasileiro registrou em fevereiro um déficit primário fiscal consolidado de R$ 2,3 bilhões, resultado que reduziu o superávit anualizado positivo obtido nos dois primeiros meses do ano, segundo informou nesta terça-feira o Banco Central. O resultado de fevereiro contrasta com o histórico superávit de R$ 21,063 bilhões de janeiro, maior saldo nos últimos 14 meses. O balanço negativo foi afetado principalmente pelo déficit primário de R$ 7,4 bilhões das contas do governo (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), o pior resultado para o mês desde 1997, quando começou a atual série começou a ser medida Em termos anuais, o superávit primário acumulado é de R$ 18 bilhões, valor 14,93% menor do que em relação aos dois primeiros meses de 2014. Nos últimos 12 meses, o saldo entre receita e despesas do setor público acumula um déficit primário de R$ 35,8 bilhões, equivalente a 0,69% do produto interno bruto (PIB) e 14% superior ao índice anualizado de janeiro. O resultado primário nas contas públicas é a diferença entre a receita e as despesas do governo, estados, prefeituras e empresas estatais sem levar em conta os recursos destinados ao pagamento de juros da dívida. O indicador é a referência utilizada no Brasil para medir a saúde das contas públicas, já que indica a possível economia que o governo faz para pagar seus compromissos com o pagamento da dívida. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, propôs como meta conseguir em 2015 um superávit primário equivalente a 1,2% do PIB. Para isso, o governo começou a anunciar desde dezembro do ano passado medidas para ajustar suas contas, entre elas restrições de alguns benefícios trabalhistas, como seguro desemprego, abonos salarias e pensões. Além disso, foram anunciados aumentos de impostos, entre eles os que incidem sobre combustíveis, altas dos juros sobre empréstimos de bancos públicos e reduções das despesas dos ministérios. O Banco Central informou ainda que a dívida líquida do setor público brasileiro desceu do equivalente a 38,6% do PIB em janeiro até 36,3% em fevereiro. EFE wgm/dk

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