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Situação da Petrobras causa forte impacto na cadeia de fornecedores, diz Abimaq

Economia|Do R7

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A perda do grau de investimento da Petrobras promovida pela agência Moody's agrava ainda mais "a confusão" em torno da estatal, tem efeitos ainda mais prejudiciais sobre a cadeia de óleo e gás e terá impacto sobre o desempenho do setor de máquinas e equipamentos, avaliou o chefe de gabinete da presidência da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Lourival Junior Franklin.

"Nunca tivemos na história da Abimaq uma crise tão forte para o setor de óleo e gás. A crise na Petrobras é uma questão extremamente relevante e essa confusão tem um impacto muito forte na cadeia de fornecedores", explicou Lourival, destacando que a entidade já pediu uma audiência com o novo presidente da estatal Aldemir Bendine. A diretoria tinha uma reunião marcada com a ex-presidente Graça Foster, mas que foi cancelada por conta de sua demissão no início no mês.

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Com o downgrade, a Moody's passou a considerar a petroleira - alvo de denúncias de corrupção e ponto central das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal - como um investimento de risco, o que dificulta a captação de recursos e encarece seus financiamentos.

O diretor de competitividade da entidade, Mario Bernardini, diz ainda que a crise da Petrobras fez com que investimentos fossem adiados ou cancelados e que isso afeta, principalmente, o pequeno fornecedor, que acaba se tornando inadimplente e tem risco de falir. "Quem tem fôlego e não depende da cadeia de óleo e gás pode aguentar o baque, mas essa crise está arrastando aqueles fornecedores que tinham seu faturamento diretamente ligado ao setor", diz.

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Bernardini disse ainda que com as perspectivas de cortes de investimento da estatal, que inicialmente eram na ordem de R$ 100 bilhões, deve haver uma redução na Formação Bruta de Capital Fixo em 2015, de 18% do PIB no ano passado, para algo em torno de 16%. "Isso já sabendo que será um porcentual em um PIB ainda menor", afirmou.

Os executivos ponderam que é preciso recuperar a credibilidade da empresa e separar a instituição dos malfeitos cometidos por pessoas. "Precisamos resolver essa questão da inadimplência que atingiu os fornecedores e o governo tem que adotar medidas que sinalizem para sociedade que vai resolver o problema da Petrobras. É preciso tentar preservar a instituição para que ela volte a caminhar", diz Lourival. "O CNPJ (da Petrobras) não pode ser sacrificado", completou.

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