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Situação econômica da América Latina é a pior desde 2009, mostra FGV

Brasil registrou piora em todos os indicadores e ICE do País recuou 22% no último trimestre

Economia|Do R7

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Estudo mostra que avaliação da situação atual brasileira está em queda desde janeiro
Estudo mostra que avaliação da situação atual brasileira está em queda desde janeiro

O clima econômico na América Latina recuou de 90 para 84 pontos entre os meses de abril e julho, atingindo o menor nível desde julho de 2009, quando registrou 80 pontos. Este foi o segundo trimestre consecutivo em que os três indicadores responsáveis pela pesquisa ficaram em zona desfavorável.

A queda apresentada pelo ICE (Indicador de Clima Econômico) da América Latina, divulgado nesta quarta-feira (13), pela FGV (Fundação Getulio Vargas) com dados da Ifo World Economic Survey, foi influenciada principalmente pela evolução do ISA (Índice da Situação Atual) que, no mesmo período, caiu de 82 para 72 pontos, enquanto o IE (Índice de Expectativas) ficou relativamente estável, ao passar de 98 para 96 pontos.


Segundo o estudo, a queda de 7% do ICE da América Latina não pode ser explicada pela piora no cenário internacional. O ICE agregado mundial avançou 3% entre abril e julho, influenciado por melhores avaliações em relação às economias dos Estados Unidos e da Ásia. Na União Europeia o indicador recuou em julho, embora se mantenha na zona favorável do ciclo.

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Apesar disso, o estudo aalerta que esse clima favorável do mundo deve ser interpretado com cautela. Um quesito especial incluído na sondagem mostra que 70% dos especialistas consultados avaliam que o os problemas na Ucrânia impõe um risco considerável de elevação do preço de energia no futuro próximo, com efeitos negativos para o clima econômico.


Na América Latina, os especialistas não avaliaram este ponto como um fator adicional de risco. Logo, a piora do ICE na região é decorrente de problemas domésticos. 

Os resultados dos indicadores são ponderados pela participação da corrente de comércio (exportações mais importações) de cada país na região. Após o México, com participação de 35%, aparece o Brasil, com 23%, seguido por Argentina, Venezuela e Chile, todos com participação de 7%.


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O Brasil, segunda maior economia em termos de corrente comércio, registrou piora em todos os indicadores e o ICE recuou 22% entre abril e julho. Considerando-se a métrica interanual, o ICE caiu 27% entre julho de 2013 e 2014. Argentina e Chile também registraram piora no ICE.

Somente Colômbia e Bolívia registraram melhora nas avaliações sobre a situação atual, de 58% e 11%, respectivamente, entre julho de 2013 e 2014. Nessa mesma base comparação, houve piora de 61% e de 36% para a Argentina e o Brasil, respectivamente.

A situação na Argentina pode ser explicada pela crise econômica e pelas incertezas trazidas pelos problemas enfrentados na renegociação da dívida externa com os chamados “fundos abutres”. No caso do Brasil, a avaliação da situação atual vem se deteriorando desde janeiro, com piora nas expectativas e na avaliação da situação econômica em geral.

Brasil, Argentina e Venezuela mantiveram suas posições no ranking das piores médias do ICE nos últimos quatro trimestres.

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