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UE desembolsa 7.160 bilhões de euros de ajuda urgente à Grécia

Economia|Do R7

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Bruxelas, 20 jul (EFE).- A Comissão Europeia (CE) confirmou nesta segunda-feira que desembolsou 7.160 bilhões de euros que formam o financiamento de urgência concedida à Grécia para que cumpra com seus compromissos iminentes. "Posso confirmar que o desembolso de 7.160 bilhões de euros do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) acaba de ser feito à Grécia, para que resolva suas dívidas com o FMI e pague ao BCE", disse a porta-voz comunitária Mina Andreeva na entrevista coletiva diária da Comissão. "Agora a Grécia tem que realizar as transações necessárias e confiamos que isso seja feito ao longo de hoje", afirmou. Este pagamento servirá para cobrir os 4,2 bilhões de euros que Atenas tem que abonar hoje ao Banco Central Europeu e a devolução de 1,5 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional que deveria ter pago em 30 de junho, explicaram fontes comunitárias. Ainda sobrará parte do empréstimo que poderá ser utilizado para que o país cumpra com outros compromissos, por exemplo com o Banco da Grécia, embora o dinheiro não poderá ser destinado a outros usos que não sejam os pagamentos urgentes, indicaram as fontes. Também não restará uma margem suficiente para que Atenas faça frente aos novos vencimentos que enfrenta em meados de agosto, por isso que necessita que antes dessa data seja firmado o terceiro resgate para o país, um calendário que as fontes reconheceram que é "ambicioso". Os especialistas das instituições que eram conhecidas como a troika -a própria CE, o FMI e o BCE- já trabalham com as autoridades helenas para estabelecer, em primeiro lugar, o método de trabalho a manter nestas semanas perante a assinatura do resgate. "Estamos trabalhado para completar o Memorando de Entendimento (MoU) do novo programa, estas preparações estão em andamento", explicou o porta-voz comunitário Margaridas Schinas. As citadas fontes indicaram que no domingo houve uma primeira teleconferência entre os especialistas das instituições e os responsáveis gregos e disseram que por enquanto tudo se desenvolve sem incidentes. "Espera-se que as instituições voltem a Atenas no momento oportuno, mas agora não posso confirmar quando", confirmou Schinas. Os líderes da zona do euro, incluído o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras, pactuaram em sua cúpula há uma semana "normalizar completamente" os métodos de trabalho entre as instituições e Atenas, após a firme oposição do governo do Syriza para que a impopular troika seguisse operando como tal. EFE mtm/ff

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