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Uma em cada três famílias brasileiras gasta mais do que pode com aluguel, aponta IBGE

Despesa ultrapassa 30% da renda familiar e pode ser considerada fator de risco, segundo estudo

Economia|Do R7

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Duas em cada dez residências são alugadas
Duas em cada dez residências são alugadas

Em dez anos, aumentou de 15,4% para 18,5% o número de imóveis alugados no Brasil. Paralelamente, também cresceu o número de famílias que desembolsam mais de 30% da renda para pagar o aluguel nas áreas urbanas. É o que aponta a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (4).

O estudo leva em conta dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2014. Segundo o levantamento, entre as famílias que vivem de aluguel, 28,8% gastam com moradia mais de 30% do que ganham. Em 2004, esse índice era de 24,6%.


Entre a parcela mais pobre da população, mais da metade (56,8%) tinha gasto excessivo com aluguel, segundo o IBGE. Há dez anos, eram 50,4%. O estudo destaca que a situação “é especialmente preocupante no caso dos domicílios onde a renda domiciliar já é de antemão escassa”.

O Brasil tem hoje cerca de 12,4 milhões de domicílios alugados. A maioria dos brasileiros vive em imóveis próprios (68,5) já quitados. O percentual de residências próprias, mas ainda não quitadas é de 5,3%. As moradias cedidas ou em outras condições representam 7,7%,


De acordo com o IBGE “o patamar de 30% da renda é utilizado por diversos órgãos nacionais e de outros países como critério para verificar se os valores de alugueis ou de outros preços relacionados à habitação são acessíveis aos moradores do domicílio”.

O documento destaca ainda que “a condição de domicílio próprio reduz a vulnerabilidade das famílias residentes”, porém, ressalta que em alguns países desenvolvidos, o percentual de pessoas com casa própria é menor do que no Brasil.


Entre 2011 e 2014, o País tinha uma média de 73,7% de domicílios próprios. Enquanto isso, nos Estados Unidos, eram 64,7%; na França, 57,7%; e na Suécia,42,2%.

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Saneamento básico

O IBGE também pesquisou as condições de serviços básicos dos domicílios brasileiros. Os dados mostram que houve expansão da rede de esgoto no País. Em 2004, 65,9% das casas tinham coleta de esgoto. O percentual subiu para 72,6% em 2014. Vale ressaltar que cerca de 20 milhões de residências em áreas urbanas permanecem sem o serviço.

O fornecimento de água encanada, que atingia em 2004 92,5% dos domicílios, avançou para 98,7%. A coleta de lixo é feita em 98,7% das casas brasileiras, segundo o levantamento.

“Não se pode considerar que um domicílio dispõe de saneamento adequado a não ser que ele tenha acesso a soluções sanitárias adequadas tanto para o abastecimento de água como para o esgotamento e manejo do lixo — a ausência de soluções para qualquer uma dessas questões representa um fator de risco à saúde dos moradores”, destaca o documento.

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