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Vale conclui obras emergenciais para contenção de rejeitos em Brumadinho (MG)

Economia|Do R7

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale concluiu obras emergenciais de contenção em Brumadinho (MG), anunciadas em junho deste ano, que visavam reduzir o carreamento para o curso do rio Paraopeba de sedimentos liberados pelo rompimento mortal de uma barragem da companhia na cidade em janeiro.

As intervenções, segundo comunicado da companhia à imprensa nesta quarta-feira, buscam reduzir "significativamente" a turbidez da água.


"Após as primeiras chuvas mais intensas, que aconteceram nos meses de outubro, novembro e começo de dezembro, a avaliação do resultado alcançado até o momento é positiva", disse a Vale.

"As estruturas cumpriram o objetivo conceitual do processo de reduzir o carreamento de sedimentos para o rio neste início de período chuvoso."


As obras emergenciais, pontuou a Vale, também incluem a remoção e destinação adequada dos rejeitos, após liberação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, e a recuperação do trecho atingido do rio Paraopeba.

Entre a barragem rompida, na mina Córrego do Feijão, e a confluência do ribeirão Ferro-Carvão com o rio Paraopeba, a Vale construiu três grandes estruturas de contenção (duas barreiras hidráulicas filtrantes e um dique), além de 25 pequenas barreiras estabilizantes, explicou.


Segundo a companhia, esse conjunto de intervenções faz parte do Plano de Contenção de Rejeitos, apresentado aos órgãos públicos logo após o rompimento da barragem, que ocorreu em 25 de janeiro e deixou mais de 255 pessoas mortas.

Outras inúmeras obras foram realizadas desde o desastre. O rejeito liberado da estrutura atingiu ainda mata, comunidades e rios da região.


Para a execução desse conjunto de obras, a Vale afirmou que foram mobilizadas 45 empresas, 584 equipamentos e 2,8 mil trabalhadores, dos quais pelo menos metade são moradores de Brumadinho e região.

Os investimentos neste ano estão entre 400 milhões de reais e 500 milhões de reais e devem chegar a 1,8 bilhão de reais até 2023, acrescentou a empresa.

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(Por Marta Nogueira)

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