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Veja quais são os estados com as maiores e as menores médias salariais do país

‘Não adianta olhar só para a remuneração, é preciso olhar para o custo de vida’, pondera economista

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Distrito Federal possui a maior remuneração média do Brasil, liderando o ranking com R$ 6.845, superando a média nacional.
  • A concentração de servidores públicos federais no Distrito Federal explica a alta média salarial da região.
  • O economista Ricardo Buso alerta que a qualidade de vida depende não apenas da remuneração, mas também do custo de vida local.
  • Trabalhadores com ensino superior ganham, em média, R$ 5 mil a mais, destacando a importância da qualificação profissional.

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O Distrito Federal possui a maior remuneração média do Brasil, com salário de R$ 6.845, segundo o relatório de Estatísticas do Cempre (Cadastro Central de Empresas), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O valor supera em cerca de R$ 2,9 mil a média nacional, de R$ 3.932. Rio de Janeiro e São Paulo aparecem na sequência entre os estados com maiores rendimentos.

Para o economista Ricardo Buso, o resultado está ligado ao perfil da economia local. “O Distrito Federal tem uma concentração muito relevante de servidores públicos federais. É uma configuração muito diferente dos demais estados e explica essa média salarial muito maior”, afirma.


Sala de aula universitária cheia, com estudantes sentados em carteiras, enquanto uma pessoa apresenta conteúdo em um computador projetado na lousa
Economista defendeu que ensino e formação têm papel importante no aumento da renda Reprodução/Record News

Na outra ponta do ranking estão Alagoas, Ceará e Paraíba, com os menores salários médios do país. No entanto, Buso alerta que a remuneração, por si só, não determina a qualidade de vida. “Não adianta eu olhar só uma ponta, só da remuneração. Eu tenho que olhar a outra ponta também, que é o custo médio de vida”, destaca. Segundo o economista, despesas como aluguel, alimentação, transporte e educação devem ser consideradas antes de uma mudança de emprego ou de cidade.

O levantamento também mostra que trabalhadores com ensino superior recebem, em média, cerca de R$ 5.000 a mais do que aqueles sem graduação, embora representem apenas 23,6% dos assalariados brasileiros. Para Buso, a qualificação continua sendo um diferencial importante. “Quem paga mais é quem demanda mais qualificação, mais escolaridade. Daí a importância de não deixar isso para trás, porque vai fazer diferença na carreira da maioria”, explica.


Na avaliação do especialista, os setores com maiores remunerações, como organismos internacionais, eletricidade e gás e o mercado financeiro, exigem mão de obra altamente qualificada. “A qualificação é muito importante”, resume Buso, ao destacar que investir em formação continua sendo um dos principais caminhos para ampliar a renda e conquistar melhores oportunidades no mercado de trabalho.

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