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Vendas do comércio crescem apenas 2,2% em 2014, pior resultado em 11 anos

Economia|Do R7

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Rio de Janeiro, 11 fev (EFE).- O volume de vendas do comércio brasileiro cresceu 2,2% no ano passado em comparação com 2013, sua menor expansão nos últimos 11 anos, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas dos comerciantes brasileiros não tinham um resultado tão negativo desde de 2003, quando sofreu uma retração de 3,7%. Em 2014, apenas alcançaram a metade da expansão conseguida em 2013 (4,3%). O Instituto atribuiu essa resultado ao baixo crescimento das vendas de alimentos e bebidas, o principal segmento deste setor e que nos últimos anos cresceu impulsionado pela queda da pobreza e do desemprego no Brasil, assim como pelo aumento da renda dos trabalhadores. Segundo os analistas do organismo, as vendas de alimentos apenas cresceram 1,3% em 2014, abaixo da expansão de 1,9% em 2013, afetadas pelo aumento da inflação e pela menor alta da renda. Essa redução, segundo um comunicado do IBGE, "pode ser explicada pela desaceleração do crescimento da renda dos trabalhadores, que aumentou 1,4% em 2014 contra 2,4% de 2013". O comunicado igualmente destacou que "o desempenho desta atividade também foi influenciado pelos preços dos alimentos para os consumidores que, nos últimos 12 meses, subiram 7,1%, acima da taxa oficial de inflação de 6,4%". Dos oito setores comerciais analisados, cinco terminaram 2014 com taxas positivas de crescimento das vendas frente a 2013. As vendas de artigos de uso pessoal e doméstico cresceram 7,9% no ano passado, as de artigos farmacêuticos e médicos 9% e as de combustíveis e lubrificantes 2,6%. As vendas de móveis e eletrodomésticos apenas cresceram 0,6% em 2014, muito abaixo da expansão de 5% de 2013, afetadas pelo aumento das taxas de juros e pela decisão do governo de retirar os incentivos fiscais que tinha concedido a este setor para ajudá-lo a enfrentar a crise. As vendas de veículos e autopeças reduziram 9,4% após o crescimento de 1,4% em 2013, entre outras razões, segundo o organismo, "pela diminuição do ritmo de crédito, suspensão dos incentivos fiscais que beneficiavam o setor, elevação das taxas de juros e restrições nos orçamentos das famílias". Entre outros setores em que foram reduzidas as vendas destacam-se os de equipamentos e materiais para escritório (-1,7%), têxteis, confecções e calçados (-1,1%) e livros, jornais e revistas (-7,7%). Os economistas esperam que a tendência de desaceleração do comércio se mantenha em 2015 se for levado em conta que as vendas caíram 2,6% em dezembro frente a novembro, a primeira queda nesta comparação após quatro meses de expansão. EFE cm/ff

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