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Vendas do varejo em dezembro não vão crescer em relação a 2013

A principal influência negativa deve vir do segmento de eletrodomésticos e eletrônicos

Economia|Do R7

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O levantamento aponta queas famílias paulistas devem continuar dando prioridade ao consumo de bens essenciais, como alimentos
O levantamento aponta queas famílias paulistas devem continuar dando prioridade ao consumo de bens essenciais, como alimentos

A expectativa para o desempenho do comércio varejista paulista em dezembro é de que, na melhor das hipóteses, vá repetir o resultado do ano passado, com faturamento de R$ 54,5 bilhões, de acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, realizada mensalmente pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e divulgada nesta quinta-feira (11).

Para o economista da Federação, Altamiro Carvalho, o fraco desempenho esperado para o mês pode ser explicado por pelo menos dois fatores: a menor disponibilidade do 13º salário para compras e uma demanda baixa por crédito por causa da cautela do consumidor.


"As duas principais fontes de sustentação de consumo que a gente vê em dezembro tendem a ser, em termos reais, inferiores às do ano passado", diz.

"Por isso, a nossa projeção aponta que um cenário razoável seria o de crescimento zero em relação a dezembro de 2013."


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A principal influência negativa para o desempenho de dezembro deve vir do segmento de eletrodomésticos e eletrônicos, com um recuo esperado de até 21,4% nas vendas ante o mesmo mês de 2013, alcançando faturamento de R$ 2 bilhões.


Carvalho explica que eletrodomésticos e eletrônicos são bens que dependem de crédito e são afetados pela baixa confiança do consumidor. "Além disso, no ano passado, o setor tinha incentivos fiscais e as vendas foram altas. Com isso, partimos de uma base de comparação elevada", afirma.

Já os supermercados devem apresentar o melhor resultado entre os segmentos no mês, com alta estimada em 8,4% ante dezembro de 2013, atingindo um faturamento real de R$ 11,6 bilhões. "É o segmento que tem o maior volume de faturamento de todo o comércio varejista. Esse crescimento de 8,4% é que vai impedir uma queda no faturamento do setor no mês", explica Carvalho.


O levantamento aponta ainda que neste último mês do ano as famílias paulistas devem continuar dando prioridade ao consumo de bens essenciais, como alimentos, produtos de higiene e medicamentos, em detrimento ao consumo de bens duráveis (veículos, eletrodomésticos e materiais de construção).

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