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Alckmin posta foto de crianças felizes e é criticado nas redes sociais

Governador de São Paulo recebeu vários comentários de internautas contra reorganização

Educação|Do R7

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Governador Geraldo Alckmin publicou foto com crianças felizes e foi criticado por internautas em sua página na web
Governador Geraldo Alckmin publicou foto com crianças felizes e foi criticado por internautas em sua página na web

O governador Geraldo Alckmin postou, na noite desta terça-feira (1º), uma foto de capa em sua página oficial do Facebook na qual crianças felizes aparecem em uma suposta inauguração de escola. Ao mesmo tempo em que ele se manifestava nas redes, jovens eram detidos em protesto na avenida Nove de Julho por serem contra a reorganização escolar, medida em curso do governo de São Paulo.

Porém, os usuários da rede também fizeram questão de comentar o post de Alckmin e fizeram ironia em relação à foto que ele publicou no perfil. Um dos comentários diz "crianças se aproximando, ataquem" e compartilha uma foto de policiais batendo em estudantes em um dos protestos que aconteceram durante toda esta terça-feira. Outro usuário chamou o governador de "hipócrita" e pediu para que ele não mande a Polícia Militar "espancar" as crianças que estão protestando por educação.


Usuários comentaram post do governador
Usuários comentaram post do governador

Uma usuária da rede social disse que "dialogar não é mandar PM" para o protesto dos estudantes. Outros sugeriram que o governador postasse uma foto de jovens sendo agredidos pela polícia ou de uma jovem dentro do carro da polícia militar, depois de ser apreendida por estar na manifestação contra o fechamento das escolas do Estado.

No começo desta quarta-feira (2), jovens foram agredidos novamente pela polícia na avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste da capital. Alunos foram retirados à força do local depois de bloquearem as vias com carteiras de escolas e carrinhos de supermercado. Mais cedo, um protesto também foi registrado na avenida Giovanni Gronchi, zona sul.


O fechamento de 93 escolas está previsto no projeto de reorganização anunciado pela Secretaria Estadual de Educação em setembro deste ano. Com o objetivo de unir estudantes de um único ciclo na mesma escola, mais de 300 mil alunos devem ser afetados.

Os protestos contra a medida em curso pelo governo começaram no dia 9 de novembro, quando cerca de 40 alunos da EE Diadema, no ABC Paulista, deixaram as salas de aula e passaram a ocupar corredores e demais dependências da escola. A reação foi seguida por outros alunos e hoje, de acordo com balanço do Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo) desta terça-feira, há 205 escolas tomadas pelos estudantes. A Secretaria da Educação confirma manifestações em 194 unidades.


Em nota, a Secretaria de Educação disse que está aberta ao diálogo com os manifestantes que ocupam "algumas unidades escolares, para que desocupem as escolas e permitam que os estudantes concluam o ano letivo". Ainda no comunicado, a pasta diz que "considera as manifestações legítimas, mas não pactua com o impedimento da maioria dos alunos de assistirem as aulas, tampouco com o cerceamento do direito da população de ir e vir, como vem ocorrendo em algumas das principais vias da cidade. A proposta da reorganização da rede, ao ampliar o número de unidades com ciclo único, é melhorar a qualidade do ensino e aprimorar as condições de trabalho dos professores".

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