Após tentar invadir secretaria de educação, professores decidem manter greve
Docentes reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial de 75%
Educação|Do R7, com Estadão Conteúdo

Após um grupo ligado à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) tentar invadir a Secretaria Estadual de Educação, na região central de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (23), os professores da rede estadual de ensino decidiram manter a greve iniciada no dia 13 de março. De acordo com a organização, após reunião de cerca de 2 horas, não houve acordo.
O grupo de manifestantes forçou o portão da entrada e chegou até a porta de entrada, onde quebrou os vidros. Houve pânico entre funcionários e pelo menos uma porta de vidro foi quebrada na secretaria. Com medo, muitos servidores se esconderam em salas do prédio. Também houve ameaças de pedras contra quem aparecia nas janelas. A Polícia Militar agiu para conter os manifestantes usando gás de pimenta.
A ação dos manifestantes ocorreu após reunião entre o secretário de Educação, Herman Voorwald, e a cúpula da Apeoesp — que comanda a greve da categoria iniciada no dia 13 de março. Na reunião, que começou por volta das 11h30, a secretaria não chegou a fazer uma proposta de reajuste, mas se comprometeu a manter a política de aumento salarial dos últimos quatro anos — com data-base em julho. O sindicato pede 75% de reajuste.
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A reportagem tentou contato com representantes da Apeoesp, incluindo a presidente do sindicato, Maria Izabel Noronha, mas não obteve sucesso.
Cerca de 500 professores participaram do ato, que começou por volta das 11h. Em greve desde o dia 13 de março, os professores reivindicam, principalmente, melhores condições de trabalho e um aumento salarial de 75,33%. Eles também pedem que as escolas não sejam prejudicadas durante a crise hídrica com cortes no fornecimento de água. Outra exigência da categoria é a imposição do limite de 25 alunos por turma até o Ensino Fundamental.
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