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Bolsonaro lança Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares

Meta do governo é ter até 2023 ao menos 216 escolas de educação básica neste sistema. Adesão dos estados e municípios é voluntária

Educação|Do R7 com Agência Estado

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Planalto lança programa de escolas cívico-militares
Planalto lança programa de escolas cívico-militares

O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares foi lançado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) na manhã desta quinta-feira (5) no Palácio do Planalto.

Segundo o governo, a iniciativa pretende construir um ambiente escolar de gestão de excelência com parcerias e maior vínculo entre gestores, professores, militares, estudantes, pais e responsáveis.

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De acordo com o programa, profissionais das Forças Armadas estarão à disposição de estados e municípios para atuarem em áreas administrativas das escolas. A adesão é voluntária. A proposta é que o Brasil tenha, até 2023, 216 escolas de educação básica nesse sistema, sendo 54 por ano.

A intenção também é diminuir a violência. Também caberá aos militares fortalecer valores "éticos, humanos e morais" nas escolas.

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Ao lembrar que no Distrito Federal algumas escolas recusaram o modelo militar, o presidente Bolsonaro disse ao governador Ibaneis Rocha: "Me desculpa, não tem de aceitar, tem de impor". A fala do presidente contraria um dos requisitos para adesão ao programa - que é justamente realizar consultas públicas com a população. Em tese, a adesão é voluntária.

Estados e o DF têm de 6 a 27 de setembro para indicar duas escolas que poderão receber o projeto já no primeiro semestre letivo de 2020. Os colégios devem ter de 500 até mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental ou alunos de ensino médio.

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Devem ser contratados militares da reserva, por meio de processo seletivo. A duração mínima dos serviços é de 2 anos, prorrogável por até dez. O contrato com os militares da reserva pode ser cancelado a qualquer momento. Os profissionais vão ganhar 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar.

Estados podem destinar policiais e bombeiros para ajudar na administração da escola. O Ministério da Educação repassará verba ao governo, que investirá na infraestrutura das unidades escolares, material escolar e reformas. Segundo o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, devem ser usados, na primeira fase, 540 militares da reserva para atuar em 30 escolas.

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Essa é uma das ações previstas no Compromisso Nacional da Educação Básica, documento apresentado em julho. O texto reúne ações que estão sendo planejadas para serem implementadas até o fim do atual governo.

Além das escolas militares, devem ser concluída mais de 4 mil creches até 2022. Também tem a proposta de conectar 6,5 mil escolas rurais por meio de satélite em banda larga em todos os estados; e ofertar cursos de ensino a distância para melhorar a formação de professores, até 2020, entre outras ações.

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