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Com plenário ocupado por estudantes, funcionários da Assembleia ficam sem trabalhar

Estudantes relatam que entrada de comida e água foi proibida; Alesp nega cortes

Educação|Do R7

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Estudantes passaram a noite no plenário da Assembleia Legislativa
Estudantes passaram a noite no plenário da Assembleia Legislativa

Após a ocupação do plenário Juscelino Kubitschek da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) por estudantes secundaristas que pedem a abertura de uma CPI para apurar denúncias de desvio de verba da merenda, a casa decretou ponto facultativo nesta quarta-feira (4) e liberou os funcionários de suas atividades. Segundo a assessoria de imprensa da Alesp, a medida foi tomada de forma preventiva para garantir a segurança dos trabalhadores. Os funcionários que já estavam na casa começaram a deixar o local por volta das 10h. 

Além disso, a Alesp vai protocolar nesta quarta-feira o pedido de reintegração de posse do espaço. Cerca de cem estudantes ocuparam o local no fim da tarde de terça-feira (3). O grupo passou a noite no plenário e diz que só sairá com a abertura da CPI. Fazem parte do ato representantes da Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), Upes (União Paulista de Estudantes Secundaristas) e UJS (União da Juventude Socialista).


Segundo a Alesp, a entrada dos estudantes foi agressiva e os jovens quebraram computadores e discutiram com funcionários da casa. Henrique Domingues, 26 anos, presidente do diretorio central dos estudantes da Fatec (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo) passou a noite no local e falou ao R7 sobre a ocupação. Segundo ele, os estudantes estão apenas no plenário e não houve atos de vandalismo. 

— No momento em que a gente ocupou, nós tomamos a tribuna e a parte de cima da mesa diretora. Nesse momento, alguns assessores tentaram nos jogar lá de cima e o pessoal se segurou nas coisas que estavam lá para não cair. Uma dessas coisas foi um monitor de um computador que acabou caindo no chão.


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Domingues declarou que após encontro com Fernando Capez (PSDB), presidente da Alesp, supostas provocações e intimidações de PMs que fazem a segurança do local diminuiram. Segundo o estudante, o grupo pretende permanecer na Alesp. 


— Nosso ato é resistir aqui dentro e mobilizar outros setores e outros movimentos que tenham interesse em mais assistência estudantil.

A entrada de água e comida para os estudantes estava liberada desde a noite de ontem, assim como a utilização dos banheiros da casa. Nesta manhã, no entanto, segundo Domingues, a entrada de alimentação e água e de mais manifestantes foi impedida. A Alep nega que esteja havendo qualquer tidpo de corte. 

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