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Como ajudar seu filho a ser uma criança mais inteligente

O R7 ouviu especialistas para responder a essa pergunta e ajudar a família a estimular os pequenos de uma maneira saudável

Educação|Karla Dunder, do R7

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Crianças precisam ter estímulo adequado e atenção dos pais
Crianças precisam ter estímulo adequado e atenção dos pais

É possível tornar os filhos mais inteligentes? Para os especialistas, apenas uma pequena parte da inteligência de uma criança é determinada por fatores genéticos, cerca de 20%, o restante é adquirido. O cuidado dos pais e estímulos adequados fazem a diferença nessa hora.

Muitos pais ficam ansiosos, preocupados com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e acabam sobrecarregando as crianças desde muito cedo com uma série de atividades extras. O que nem sempre é positivo.

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Primeiro vale entender o que é inteligência. Como explica o professor da Mauro Muszkat, neuropediatra do Nani (Núcleo de atendimento neuropsicológico infantil) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), “a inteligência é um conceito muito amplo e fluido” e não está restrita ao desempenho escolar. Temos vários tipos de inteligência como emocional, musical etc.

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“A inteligência também passa por um processo de maturação, uma criança pequena tem habilidades que vão sendo desenvolvidas com o passar dos anos”, completa o professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Fraga.

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O que faz a diferença são os estímulos dados e potencializar as oportunidades para as crianças. “Nascemos com várias janelas abertas para serem desenvolvidas”, explica Vânia Leite, coordenadora do curso de psicologia da Universidade São Judas. 

Criança precisa ter oportunidades e estímulo
Criança precisa ter oportunidades e estímulo

Como saber se uma criança tem inteligência musical sem dar a aula a oportunidade de tocar um instrumento musical? “Quanto mais estímulos, mais repertório vão adquirindo”, avalia Fraga.

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Estimular não significa sobrecarregar os filhos com uma série de cursos e atividades. “A criança não deve ser tratada como um produto bem-acabado, vivemos em uma sociedade muito competitiva e excludente e há um bombardeio para ser o número um”, explica Fraga. Os pequenos não precisam lidar com a lógica adulta, o que eles precisam é brincar.

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Por meio das brincadeiras, eles descobrem o mundo ao seu redor. As interações sociais que promovem o desenvolvimento. “A criança precisa ser criança, deve exercitar sua imaginação e para isso não precisa de brinquedos caros”, diz Vânia. Eles precisam ouvir histórias, brincar de faz-de-conta, pintar, desenhar e conviver em grupo, onde aprendem a cooperar e viver em sociedade.

Cabe aos pais dar aos filhos essas oportunidades e tempo de qualidade, que se traduz em saber ouvir e ouvir com atenção. Incentivar o filho a falar sobre seus sentimentos e ensiná-los a lidar com as emoções. Não poupar das frustações, uma forma de preparar para lidar com os problemas no futuro.

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