Consumo de tecnologia e hábitos financeiros fazem parte do perfil do estudante brasileiro, aponta estudo
Ter estabilidade e trabalhar com o que gosta são pontos citados como perspectivas
Educação|Do R7

O estudo Vivendo 80 semanas na vida do jovem brasileiro, idealizado e promovido pela B2, empresa especializada em conectar marcas ao público jovem, mostra dados sobre o perfil de jovens estudantes entre 18 e 25 anos.
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A conquista de uma formação profissional foi apontada por 42% dos entrevistados como o maior sonho, seguido por ganhar dinheiro (20%). A educação é vista como um investimento, já que o merecimento de um salário maior se justifica pelos gastos com educação.
Ter estabilidade, trabalhar com o que gosta, poder conciliar lazer e trabalho, e empreendedorismo também foram citados como perspectivas.
Melhoria de emprego e melhores salários figuram entre as principais aspirações. O estudo apontou que 50% dos jovens entrevistados são empregados, mas que, numa projeção para 2024, se veem em posições elevadas, como empresários (36%) e executivos (32%), porém com a mesma carga de trabalho que têm atualmente.
Dados da pesquisa quantitativa apontam que 56% dos jovens universitários se consideram consumidores moderados, 24% compulsivos, 15% econômicos e 5% “pão duros”.
Outro ponto interessante em relação ao perfil moderado se confirma quando com 60% dos jovens relatam que administram seus gastos com pagamento à vista.
O estudo aponta ainda que os jovens preferem não se endividar, por isso priorizam duas modalidades para suas transações: 59% dos jovens afirmam utilizar o cartão de débito e 55% também costumam pagar à vista, em dinheiro.
Consumo de informação e tecnologia
O estudo aponta o jovem brasileiro como grande consumidor de internet. Todos os jovens analisados possuem celular, sendo na quase totalidade smartphones. A pesquisa apontou que houve uma mudança na maneira de como se mantêm informados e que os veículos impressos foram substituídos pela internet.
Os jovens brasileiros passam seis horas do seu dia em redes sociais, que representam 43% dos meios de informação.
As mídias sociais estão integradas à rotina diária, e 63% preferem estar com os amigos a estar com a família. O barzinho é o local preferido por 59% dos participantes, se comparado a badala, e 79% preferem praia ao interior.
O Facebook foi eleito o principal, ficando à frente do Instagram e do YouTube. Chamou atenção na pesquisa o fato de o WhatsApp ser também considerado fonte de informação. Os aplicativos para smartphone também estão muito presentes, usados principalmente para localização, compartilhamento de informações, saber do clima e conversar com os amigos.
Embora tenham uma vida baseada na tecnologia, o estudo aponta que não possuem o hábito de estudar online. A maioria, 25%, não faz cursos online simplesmente porque não se importa.
Para o levantamento dos dados, foram entrevistados jovens das classes A, B e C de todas as regiões do Brasil, sendo 61% mulheres e 39% homens. Desses jovens, 60% possui ensino superior incompleto ou em curso.
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Empreendimento estudantil
A B2 surgiu da vontade de inovar e empreender de dois amigos. Alunos de Administração da Fundação Getúlio Vargas perceberam que o mercado de formaturas não oferecia na época o serviço personalizado que esperavam e decidiram que eles mesmos produziriam suas festas.
Com o sucesso subsequente, veio o entendimento de que havia uma demanda reprimida e resolveram empreender. Atualmente a B2 tem 12 anos de mercado e uma meta ousada de marcar a vida do jovem brasileiro, seja fazendo formaturas, conectando marcas que têm uma demanda jovem ou formando parcerias com órgãos estudantis.














