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‘É preciso garantir a qualidade da formação dos médicos’, diz especialista sobre o Enamed

MEC prorroga o prazo de inscrições para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica até o dia 1º de julho

Educação|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O MEC prorrogou as inscrições para o Enamed até 1º de julho, com provas previstas para 13 de setembro.
  • O exame se tornou obrigatório para a emissão do registro profissional de médicos, essencial para o exercício da profissão.
  • Estudantes concluintes de medicina, alunos do quarto ano e médicos formados podem participar do exame.
  • Especialista Rafael Parente destaca a importância de garantir a qualidade da formação médica além de ampliar vagas, e que o exame deve ser parte de um sistema maior de formação.

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O MEC (Ministério da Educação) prorrogou o prazo de inscrições para o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica). Os interessados poderão se inscrever até o dia 1º de julho, por meio do sistema oficial do exame. A aplicação das provas está prevista para 13 de setembro.

Em junho, o governo criou uma medida provisória que torna o exame obrigatório para a emissão do registro profissional de médicos, que é necessário para o exercício legal da profissão, no Conselho Regional de Medicina.


Profissionais de saúde em centro cirúrgico, com equipamentos de soro e monitoramento em primeiro plano
Enamed é obrigatório para a emissão do registro profissional de médicos Reprodução/Record News

Devem participar da avaliação os estudantes concluintes dos cursos de medicina, além dos alunos matriculados no quarto ano da graduação. Médicos já formados também podem realizar a prova e utilizar o desempenho obtido em processos seletivos para programas de residência médica.

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (30), Rafael Parente, PhD em educação e pesquisador, diz que não basta apenas ampliar o número de vagas, mas é preciso garantir a qualidade da formação dos médicos, a consistência e o compromisso deles com a vida das pessoas.


“O exame pode nos ajudar a ter uma fotografia mais clara dessa formação médica no país, pode nos ajudar a comparar os cursos, identificar fragilidades e apoiar políticas de melhoria”, avalia o especialista.

No entanto, segundo Parente, “a prova sozinha não vai formar bons médicos e precisa ser parte de um sistema maior, com bons campos de prática, supervisão adequada, formação humanística dos médicos, domínio técnico e o compromisso ético, que é imprescindível”.

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