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Funcionários, professores e alunos de universidades estaduais protestam em SP

Grupo caminhou da avenida Paulista até a rua Itapeva, onde acontece negociação salarial

Educação|Do R7, com Agência Brasil

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Professores e funcionários pedem reajuste salarial de 12,34%
Professores e funcionários pedem reajuste salarial de 12,34%

Funcionários, professores e estudantes da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade de Campinas) fazem, nesta segunda-feira (30), um ato público, que teve início no vão livre do Masp (Museu de Artes de São Paulo), na avenida Paulista. O grupo seguiu em caminhada até a sede do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo) para acompanhar uma nova rodada de reuniões entre a entidade e o Fórum das Seis, que engloba as entidades sindicais e estudantis das universidades e do Centro Paula Souza. Por volta das 15h40, a rua estava completamente interditada. 

Os professores da USP aderiram hoje à greve dos servidores da universidade, que começou no dia 12 de maio. Eles se unem também ao protesto de estudantes que ocupam o prédio da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras, Ciências Humanas) e da ECA (Escola de Comunicações e Artes). As principais reclamações são a redução de repasses do governo estadual e a proposta de reajuste de 3% nos salários dos funcionários da universidade.


Segundo o diretor do Sintusp (Sindicato de Trabalhadores da Universidade de São Paulo), Carlos Magno, esta será a terceira reunião para negociar o reajuste salarial. Os funcionários pedem 12,34% de aumento e as universidades ofereceram 3%. Além disso, querem conversar sobre o que chamam de desmonte da universidade. “Isso é menos de um terço da inflação dos últimos doze meses. Mas não estamos em greve só por isso. Estamos em greve porque querem desvincular da USP os dois hospitais, o de São Paulo e o de Bauru. Também estão terceirizando restaurante, creche e têm um grande projeto de terceirização”.

Outra crítica feita por Carvalho é a falta de investimento e estímulo para a carreira dos docentes. De acordo com o diretor do sindicato, uma das exigências da reitoria é a de que os professores se dediquem exclusivamente à universidade. “O professor só pode trabalhar na universidade, no ensino e na pesquisa. Ele não pode ter outro emprego, não pode ser dono de empresa. Com isso a tendência vai ser uma debandada desses docentes que vão sair para ganhar mais em outros lugares e a qualidade da USP começa a despencar”. Segundo Carvalho a greve é por tempo indeterminado.


O conselho de reitores e a direção da USP foram procurados pela reportagem da Agência Brasil, mas até a publicação do texto, não tinham se pronunciado.

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