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Hora da decisão: veja dicas para escolher entre os 250 cursos oferecidos nas universidades brasileiras

Situação do mercado de trabalho e autoconhecimento são pontos fundamentais na escolha 

Educação|Do R7*

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Os pais influenciam a decisão de 12,9% dos alunos, aponta pesquisa
Os pais influenciam a decisão de 12,9% dos alunos, aponta pesquisa

A conclusão do ensino médio, em geral, vem acompanhada de um sentimento de alívio e outro de procupação. Afinal de contas, é hora de escolher uma profissão que talvez o aluno vá seguir pelo resto da vida. Um levantamento do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) aponta que há cerca de 250 cursos no País, os quais tem ainda ramificações.

Para deixar esse processo de escolha um pouco mais fácil, o R7 entrevistou alguns especialistas na área educacional, que dão dicas que podem ser bem úteis.


O consultor em escolha profissional Tadeu Patané explica que há uma espécie de receita de bolo para fazer a escolha.

— A profissão é como escolher uma roupa: você vai e escolhe uma camisa e vai ao provador para ver como ficou. Se você tem opções, pede para assistir a uma aula, para conversar com o coordenador do curso, procurar profissionais que trabalham na área para ver como é o dia-a-dia, pesquisar sobre como é realmente a profissão.


Segundo o orientador educacional João Roberto de Souza Silva, do Colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo, há três etapas fundamentais para que os jovens possam escolher suas profissões: autoconhecimento, projeto de vida e mercado de trabalho. O primeiro tópico é o autoconhecimento, ou seja, você deve saber quem você é.

— Sem você se conhecer é difícil escolher o que vai fazer, possivelmente, para o resto da vida.


O orientador aconselha estabelecer um projeto de vida. Silva afirma que é bom o aluno fazer questões do tipo: como você se imagina daqui dez anos? Você gostaria de estar trabalhando com isso?

E o mercado de trabalho é outro tópico importante. Deve-se destacar pontos da carreira de como é o mercado para essa profissão, se paga bem, onde é mais atuante e se há espaço para você crescer nessa área.


A estudante Beatriz Lavigne de Souza conta quesempre se saiu melhor na área de humanas. Além disso, ela não se via futuramente trabalhando com números, o que facilitou na hora de fazer a escolha. Beatriz assistiu a palestras e participou do fórum de profissões do colégio.

— Faz um tempo que fiquei em dúvida entre direito e medicina. Ao longo do tempo, eu percebi que gostava de defender as pessoas, pensar em soluções e procurar sempre a justiça. Então decidi que quero estudar direito!

Influências

Segundo uma pesquisa realizada pela Teenager Assessoria Profissional com 2.031 alunos, a (total) influência dos pais ou de responsáveis legais sob os filhos na hora de escolher a profissão é de 12,90%; já os professores são de 5,80%. O estudante João Marcelo Annes Ferrari, de 17 anos, quer cursar medicina. Ele é um dos exemplos dessa interferência paterna na decisão da graduação. Ele afirma que teve bastante influência dos parentes, uma vez que o avô, tio e pai são médicos.

— Tive muito contato na minha infância com a medicina. Me identifiquei com a área porque tinha contato com as pessoas diretamente, além de uma dinamização no dia a dia da profissão.

O consultor Patané diz que a pesquisa revela a escolha de duas pessoas, dois interventores importantes para o aluno - uma vez que eles possuem grande preocupação para com os ingressantes no ensino superior.

— O filho ouve muito os pais porque confia neles. O papel dos pais nessa hora é de dar apoio aos filhos, indagando questões que devem ser pensadas, como atua, questionar sobre como ele chegou àquela decisão, o que vai estudar na faculdade, como é o mercado de trabalho, entre outros pontos.

*Colaborou Plínio Aguiar, estagiário do R7

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