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Justiça mantém corte de ponto dos professores em greve em SP

Docentes tiveram 1º desconto no holerite de maio, referente às faltas quando a greve começou

Educação|Do R7

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O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) manteve a decisão do governo estadual de cortar o ponto dos professores que estão em greve. O TJ indeferiu recurso da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) que pedia a suspensão da medida. Os docentes tiveram o primeiro desconto no holerite de maio, referente às faltas desde o dia 1º de abril, quando a greve teve início.

Desde o início de maio, os docentes já começaram a notar os descontos em seus demonstrativos de pagamento. É o caso do professor Rafael Fernandes, que dá expediente na Escola Estadual Carlos Augusto de Freitas Villalva Junior. O docente, que recebe R$ 2.500, foi informado no demonstrativo de que receberá apenas R$ 914,89. As faltas somaram R$ 1.417,75. O professor Thiago Ribeiro, da Escola Estadual Maria Augusta de Moraes Neve, também foi surpreendido pelos descontos.


— Estou há 52 dias em greve e mesmo sem nenhuma liminar, meu ponto foi cortado.

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Pelo mês, o docente recebeu R$ 641,60. Mesmo com um corte de mais de 50% do salário, a professora Camila Halite diz que continua fora da escola.

— Permanecerei até o fim na greve.


Mas nem todos optaram por continuar a paralisação. A professora de História Adriana Zenezi aderiu à greve desde o início, mas retomou há poucos dias o expediente na Escola Estadual Cônego João Ligabue, contrariada. Ela afirmou que no início de abril os professores receberam um aviso de que teriam todas as faltas contadas.

— Vão descontar as faltas de março e abril em maio e junho. Não sei nem quanto eu vou receber.


No 4º ano como efetiva, ela disse receber cerca de R$ 1.970 líquidos por uma jornada de 40 horas. Mas desde novembro, depois de ter sido atropelada por uma moto, gasta R$ 400 mensais com fisioterapia — tratamento que deve durar cerca de um ano.

Apesar de ter acesso ao Iamspe, o plano de saúde dos servidores públicos, Adriana disse que o hospital que poderia atendê-la é muito longe de onde mora e, por ainda estar em recuperação, não pode pegar ônibus. Adriana mora sozinha e paga aluguel.

— Tem que buscar trabalho fora. Amor à profissão não banca.

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