Miss tem matrícula negada em Medicina na Federal do Acre
Hyalina Lins Farias tentava ingressar na Universidade pelo Sisu em uma vaga para pessoas deficientes e de baixa renda, mas comissão indeferiu
Educação|Karla Dunder, do R7

A Miss, Hyalina Lins Farias, teve a matrícula negada no curso de Medicina na Universidade Federal do Acre. A modelo tentava uma vaga pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada). A questão é que a vaga é destinada para pessoas com deficiência e renda familiar de um a 1,5 salário mínimo.
Por meio de nota, a UFAC informa que todos os candidatos que concorrem a vagas reservadas às pessoas com deficiência (PcD) são submetidos à Comissão Permanente de Validação (CPV), que é composta por uma equipe multiprofissional, formada por especialistas e médicos peritos, pertencentes ao quadro permanente da universidade conforme a lei.
"Além de analisar os laudos médicos, os membros da comissão realizam entrevistas para comprovar se o candidato apresenta alguma condição que o caracteriza como pessoa com deficiência" e não foi o caso da modelo no entendimento da comissão.
O R7 entrou em contato com a modelo e com a advogada especialista em direito civil, Samarah Motta, que respondeu por meio de nota que "A decisão da UFAC de negar a matrícula de Hyalina é absurda e inconstitucional. A Constituição Federal e a lei nº 12.711/2012 garantem o acesso à educação de pessoas com deficiência de natureza física, mental, intelectual ou sensorial."

Ainda segundo a advogada, "ao contrário do que foi divulgado, a modelo Hyalina sofre com deficiência visual desde criança, diagnosticada e acompanhada por médico oftalmologista. A modelo sempre buscou corrigir sua visão por meio de óculos e lentes. Contudo, o tratamento não é suficiente para reparar sua deficiência, impossibilitando-a de estar em grau de igualdade com pessoas que possuem visão regular."
Na nota, a advogada afirma que o fato "causou estranheza" e que "dada a repercussão da mídia a modelo foi a única que teve a matrícula indeferida".
Entenda o caso:
A Miss Acre, Hyalina Lins Farias, tentou uma vaga na curso de Medicina na Universidade Federal do Estado por meio de quotas. No entanto, o caso gerou polêmica e revolta nas redes sociais.
Internautas questionaram a possível deficiência da modelo e compartilharam nas redes as fotos de Hyalina em viagens. A jovem se defendeu alegando que tem deficiência visual desde que nasceu e que as viagens foram pagas pelo namorado.













