Professores de seis Estados continuam em greve por aumento salarial
Secretaria da CNTE diz que paralisação nacional pode ocorrer no próximo semestre
Educação|Sylvia Albuquerque, do R7

Professores de seis Estados brasileiros continuam em greve por aumento salarial e manutenção dos direitos no mês maio: São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco, Paraná, Pará e Paraíba. Não é possível saber a adesão dos trabalhadores ao movimento em cada região.
A greve já dura quase 50 dias nesses locais. O Estado de Sergipe deve aderir ao movimento nos próximos dias.
Segundo a secretária-geral do CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação), Marta Vanelli, o clima entre os profissionais mudou depois da última quarta-feira (29), quando professores foram agredidos pela polícia durante protesto em Curitiba (PR). Ao menos 200 pessoas ficaram feridas.
— Isso desanima em um primeiro momento, mas agora é a hora de unirmos forças para continuar nossa batalha. Se não lutarmos, a coisa fica pior. O governo do Paraná aprovou a proposta de reorganização da nossa carreira em um massacre. Pouco se importou se durante a votação os professores apanhavam lá fora.
O projeto de lei em votação na Assembleia Legislativa foi encaminhado pelo Executivo para alterar a previdência estadual. O governo paranaense quer tirar 33 mil aposentados com mais de 73 anos do Fundo Financeiro, sustentado pelo Tesouro estadual e que está deficitário, e transferi-los para o Fundo de Previdência estadual, pago pelos servidores e pelo governo, que está superavitário. A medida foi aprovada em votação, apesar dos protestos.
Uma paralisação nacional foi convocada e realizada pelo CNTE apenas nesta quinta-feira (30). Segundo Marta, uma nova convocação só deve ocorrer no segundo semestre, caso muitos Estados ainda continuem em greve.
Na terça-feira (5), um grande ato em apoio aos professores deve acontecer em Curitiba com ajuda de centrais sindicais.
Em nota, o governo de São Paulo informou que cinco dos seis sindicatos que representam os professores, funcionários, supervisores e diretores da Educação de São Paulo não estão em greve porque entenderam o compromisso do governo do Estado de manter a mesma política de valorização que garantiu aos funcionários da rede, desde 2011, aumento real de 21% (45% de aumento nominal). A adesão, segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), é de 50% dos professores. A Secretaria de Educação defende que o índice de presença dos docentes nas escolas é de 96%.
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