Professores dizem que Alckmin dá tiro no pé com corte de bônus e prometem “engrossar” protesto
Presidente da Apeoesp afirma que professores vão se reunir amanhã no vão livre do Masp
Educação|Giorgia Cavicchioli, do R7

Após o anúncio do corte de bônus para os funcionários das 174 escolas ocupadas, a presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) Maria Izabel Azevedo Noronha disse que os protestos não só vão continuar, como vão “engrossar”
— Eu acho que ele [governador Geraldo Alckmin] vai dar outro tiro no pé. Ele vai ter que nos enfrentar e vai ter dureza.
A decisão do corte aconteceu após as escolas não terem realizado o Saresp — principal avaliação de aprendizagem da rede. Os resultados da prova é o que determina as gratificações dadas a servidores dos colégios.
Ela diz que os professores estão organizados para ajudar os jovens estudantes que estão ocupando escolas há mais de 15 dias, após o anúncio do governo de que 94 colégios seriam fechados.
— A gente vai manter a decisão de apoiar os meninos. Não tem como dialogar com fechamento de escola. Não tem o que piorar. Estamos esperando o que?
A presidente diz que os professores vão se reunir nesta sexta-feira (27), às 15h, para uma assembleia no vão livre do Masp para tomar a decisão de qual posicionamento tomar em relação ao corte dos bônus. Porém, diz que não vão voltar atrás na decisão de protestar em hipótese alguma.
— O governo tem que ver que quem criou o problema das escolas foi ele e o autoritarismo dele. O resultado da ação dele é isso. Porque são sempre os professores vão pagar o preço?
Maria Izabel diz que, se o governo não ceder, os protestos vão continuar no ano que vem e ainda mais “quentes”.
— O governo tem que parar de criar conflito.
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