‘Qualidade da educação ainda precisa melhorar e muito’, diz especialista após queda na evasão escolar
Mesmo com a redução de 60% da taxa, outros pontos precisam ser levados em conta; veja análise
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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O índice de abandono escolar no ensino médio caiu para 2,5% no último ano, marcando o menor patamar desde o início da série histórica em 2007. Em comparação com os dados de 2022, quando a taxa era de 6,5%, houve uma redução superior a 60%. O avanço é atribuído às políticas públicas do governo federal, que buscam incentivar a permanência dos estudantes nas escolas.
Em entrevista ao Jornal da Record News da última sexta-feira (26), a especialista em educação Claudia Costin ressalta que, além das ações governamentais diretas, como incentivos financeiros e ampliação do tempo integral nas escolas, há questões estruturais envolvidas na melhoria desses índices educacionais.

“A causa principal são as desigualdades sociais imensas que nós temos no país. É bom lembrar que também os anos de escolaridade dos pais impactam nas chances de sucesso escolar dos filhos, então é um problema multifacetado, mas o Pé-de-Meia ajudou especialmente a concluir o curso na idade certa, diminuir a distorção idade-série”, afirma.
O programa Pé-de-Meia, lançado em 2024, oferece bolsas aos alunos que concluem o ensino médio e está entre os destaques. A ação, comparada ao ano anterior à sua implementação, reduziu a taxa de abandono em cerca de um terço. Além disso, fatores como a expansão do ensino integral têm contribuído para a melhora.
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Apesar dos progressos nos índices gerais, Claudia alerta para possíveis exageros estatísticos devido à progressão com dependências. “O aluno, assim como acontece na faculdade, no ensino médio, pode ir para frente mesmo que reprovado em outras matérias. [...] Isso é arriscado, pode estar mascarando os dados”, comenta.
Segundo a especialista, essa situação pode melhorar o índice do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), mas não mostrar a realidade total do ensino brasileiro. “Nós temos que tomar cuidado com esses dados, não foi uma coisa geral, mas precisamos tomar cuidado, a qualidade da educação ainda precisa melhorar e muito”, finaliza.
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