Recife e Distrito Federal registram greves de profissionais da educação
Trabalhadores entraram em greve pelo cumprimento da aula-atividade, prevista na Lei do Piso
Educação|Do R7
Professores da rede municipal do Recife entraram em greve hoje (15). De acordo com o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), a paralisação já estava decidida desde o dia 9 e mais de 50% dos professores aderiram à greve. Em assembleia realizada na manhã de hoje, a greve foi aprovada por unanimidade pelos mais de 2 mil professores que participaram da plenária.
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No Distrito Federal (DF), a greve é dos trabalhadores terceirizados que atuam na limpeza das escolas e na merenda escolar. A categoria está parada desde a última quarta-feira (9). De acordo com o sindicato da categoria, metade dos 2,8 mil trabalhadores terceirizados nas escolas, aderiu à paralisação. As regiões mais prejudicadas são as cidades de Sebastião, Planaltina, Sobradinho, Paranoá, Itapoã, Gama e Santa Maria, na periferia de Brasília.
No Recife, os trabalhadores entraram em greve pelo cumprimento da aula-atividade, prevista na Lei do Piso (11.738/08), segundo a qual um terço do tempo do professor deve ser usado no planejamento de aulas e outras atividades acadêmicas. A prefeitura de Recife disse que os professores deveriam optar pela aula-atividade ou por um bônus. Segundo o diretor do Simpere, Carlos Elias Andrade, "trocar hora-atividade por bônus é ilegal".
— Trabalhamos em condições horríveis. As escolas estão praticamente sem dinheiro para funcionar e para manter as atividades pedagógicas.
Em nota, a prefeitura diz que a aula-atividade foi totalmente implementada em junho de 2014. “Ocorre que vários docentes procuraram diretamente a Secretaria de Educação solicitando a manutenção do abono [que era provisório até a implementação completa da lei]. Diante das inúmeras solicitações, a partir de julho, a secretaria resolveu dar aos professores o direito de escolher a opção que melhor lhes convêm", informou o município.
Sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração, outra reivindicação dos professores, a prefeitura disse que propôs ao Simpere, em reunião realizada no dia 10 de junho, a criação de uma comissão para debate do assunto. Os professores seguem em greve por tempo indeterminado.
No DF, os trabalhadores terceirizados cobram o pagamento do tíquete-alimentação, em atraso desde o mês passado."O tíquete é muito importante para quem ganha R$ 873 por mês. É com ele que os trabalhadores fazem a feira, alimentam os filhos", disse Antônio de Pádua Lemos, diretor de Comunicação do sindicato da categoria.
Segundo Lemos, o governo do DF se comprometeu a repassar o dinheiro às empresas terceirizadas e a pedir prioridade na liberação. A expectativa é que os trabalhadores recebam o tíquete na quinta-feira (17). Até lá, seguem em greve. Segundo Lemos não é a primeira vez que isso acontece.
Em nota, a Secretaria de Educação do DF (SEDF) informou que algumas unidades educacionais optaram pela redução de horário ou pela suspensão do dia letivo durante a greve e "terão que realizar a reposição, até que se cumpram os 200 dias exigidos por lei e assim, não se tenha nenhum prejuízo pedagógico para os estudantes”.
A maioria, no entanto, segue com a rotina normal. A secretaria disse ainda que serão aplicadas multas, como previsto no contrato com as empresas que prestam serviços terceirizados nas escolas.
— A SEDF informa que não possui débitos com nenhuma empresa que presta serviços terceirizados.













