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Reposição das aulas após greve será complexa, afirma especialista

Paralisação de professores em SP chegou a 89 dias e foi a mais longa da história

Educação|Do R7

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A recuperação das aulas perdidas durante os três meses de greve será o maior desafio dos professores a partir de agora. Segundo especialistas, o processo será complexo e demorado.

O professor Ocimar Munhoz Alavarse, da Faculdade de Educação da USP, afirma que "com o fim da greve, surge um grande dilema: Como atenuar os impactos da paralisação no processo de ensino e aprendizagem?"


— Em qualquer greve já é complicado, em uma muito longa surge a necessidade de organização de um processo de reposição [...] Não foi uma greve uniforme. Em cada escola, terá de ser feita a reposição de uma parte das aulas, porque tem professor que já deu suas aulas e outro que não deu. Será uma discussão não só por escola, mas também por ano escolar ou série e disciplina.

Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, diz que, para evitar que estudantes fiquem sem aula, é preciso um diálogo maior entre autoridades e docentes.


— Claro que não é bom ter greve. É ruim para o trabalhador, é ruim para a criança, e o objetivo central da educação é a aprendizagem dos alunos. Mas para isso é preciso ensino. Então, com base nos planos (de educação), é necessário pensar em um processo (de diálogo) que seja capaz de evitar as greves.

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