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Servidores da educação mantêm ocupação na Câmara Municipal de Goiânia 

A ação se deu depois do arquivamento do pedido de impeachment contra o prefeito Paulo Garcia 

Educação|Do R7

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Para sindicato, "a ocupação da Câmara foi a inevitável"
Para sindicato, "a ocupação da Câmara foi a inevitável"

Os servidores da educação em Goiânia (GO), em greve desde o dia 26 de maio, mantêm uma ocupação na Câmara dos Vereadores iniciada na manhã da última terça-feira (10).

Os trabalhadores passaram a madrugada desta quarta-feira (11) no local, e alegam, via sindicato, que “a ocupação da Câmara foi a inevitável”.


A ação se deu durante uma sessão em que se discutia o requerimento para abertura de impeachment contra o prefeito Paulo Garcia (PT).

O pedido foi arquivado pelos parlamentares, que solicitaram o corte de luz do local após a entrada dos docentes, alegando que a sessão já havia acabado. 


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O requerimento havia sido encaminhado à Câmera no último dia 5 devido, segundo os servidores, a supostas irregularidades cometidas pelo prefeito.

Alega-se fraude com relação aos cortes nas gratificações e à origem da verba para os pagamentos da categoria.


Entre as demandas da categoria está o pagamento retroativo do piso nacional (atualmente R$ 1.697 para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais).

O Simsed (Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia) diz que não houve negociação desde o início da greve.

Comunicado

Em carta encaminhada esta semana aos pais dos alunos de escolas municipais em Goiana, a Prefeitura afirma que paga 7% a mais do que prevê o piso nacional do professor.

Segundo o órgão, os docentes ganham R$ 2.295 em início de carreira, podendo chegar receber R$ 7.144 até o fim da carreira, considerando todos os benefícios adquiridos.

Alguns professores tiveram acesso ao documento por serem pais de alunos da rede pública, e se indignaram com o conteúdo.

Segundo eles, o salário bruto de um docente da rede com formação superior é de R$ 1.696. No caso dos servidores administrativos o salário base é de R$ 648, segundo a categoria.

Na última semana, a Justiça de Goiás determinou a suspensão da greve dos docentes. A medida prevê multa diária no valor de R$ 50 mil para o sindicato, Caso a categoria continue com a paralisação. 

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