SP quer adotar novo currículo no ensino médio em escolas da periferia
A reforma deve ser gradual em um número pequeno de unidades, para depois avançar na rede
Educação|Do R7

A SEE (Secretaria da Educação do Estado) pretende iniciar a adoção do novo currículo do ensino médio em escolas da periferia. A reforma deve ser gradual - começará em 2016 em um número pequeno de unidades, para depois avançar na rede. A ideia é transformar grande parte do curso em disciplinas optativas, de forma que o aluno monte sua própria grade, como revelou o Estado neste mês.
Antes de ser posta em prática, a proposta será enviada em agosto para o Conselho Estadual de Educação. Depois que regiões prioritárias forem definidas, escolas interessadas poderão aderir. A reforma atingirá principalmente os 2º e 3º anos do ensino médio. No currículo flexível, o aluno escolherá matérias optativas, como Teatro ou idiomas.
A secretária adjunta da Educação, Cleide Bochixio, explica como o projeto terá início.
— Estamos optando por aquelas (escolas) que têm maiores dificuldades. Se as outras estão indo bem, dentro do contexto proposto, vamos deixar que elas caminhem. Se tivermos um ganho (com o novo currículo), apresentamos às demais.
Segundo ela, começar em unidades da periferia da capital e da Grande São Paulo não ameaça a continuidade da reforma no futuro. Na escolha, a SEE vai priorizar escolas com baixos resultados do Idesp, indicador de qualidade de ensino da rede.
Pesquisas mostram que o nível socioeconômico das famílias ou das regiões onde ficam as escolas é determinante para o desempenho dos estudantes e as taxas de abandono.
Haverá seminários com diretores, professores, alunos e famílias para explicar e ajustar o novo modelo. Disciplinas básicas - como Matemática e Português - serão mantidas para todos, segundo Cleide.
Milena Santos, de 17 anos, gosta da mudança. Estudante do 3.º ano de uma escola estadual do Jardim Peri, na zona norte, para a jovem, o desafio é dar estrutura para que o modelo funcione.
— Ajuda a aumentar o interesse dos alunos. Nem sempre essas escolas (de periferia) têm as melhores condições.













