‘Uma sociedade de não leitores não avança’, afirma presidente da Comissão de Educação do Senado
O Dia Mundial do Livro é comemorado em 23 de abril; pesquisa aponta cerca de 3 milhões de novos consumidores em 2025
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Celebrado em 23 de abril, o Dia Mundial do Livro marca uma iniciativa criada pela Unesco em 1995 com o objetivo de estimular a leitura. Segundo a pesquisa Panorama do Consumo de Livros, realizada pela Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Nielsen Book Data, 18% da população brasileira com 18 anos ou mais adquiriu ao menos um livro — impresso ou digital — em 2025.
O índice representa um crescimento de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior, o que corresponde a cerca de 3 milhões de novos consumidores. A pesquisa ainda apontou que, em 2024, pela primeira vez, o Brasil tinha mais não leitores do que leitores: 53% afirmam que não leem, contra 47% que leem.

A leitura “não é só um veículo de comunicação importante, não é só um veículo de busca de conhecimento. O hábito de ler traz outros componentes que são muito importantes para a identidade cultural. Ele traz também um entendimento mais profundo da língua e das formas de comunicação dessa língua”, diz Teresa Leitão, senadora e presidente da Comissão de Educação e Cultura, em entrevista exclusiva à RECORD NEWS.
“Uma sociedade de não leitores não avança. Não avança na cultura, não avança na ciência, não avança na educação. E o senso crítico, que muitas vezes fica embutido, uma boa leitura produz senso crítico nas pessoas”, opina Teresa.
Teresa destaca a importância da criação do hábito de leitura durante a infância, a fim de despertar o interesse das crianças em livros. “Manter esse hábito após os primeiros anos de vida é uma tarefa importantíssima de políticas públicas, de criação de bibliotecas, de salas de leitura nas escolas, de bibliotecas comunitárias, de bibliotecas públicas, e ter essa margem de busca de ativar a curiosidade dos leitores e das leituras”, ressalta.
A senadora aponta a falta de tempo como um dos fatores que mais impactam na diminuição da leitura entre adultos no Brasil. “Depois de um dia exaustivo de trabalho, quem é que vai pegar um livro para ler? Ou acordando cedo, correndo para ir ao trabalho. Então, a falta de tempo é um desafio que eu acho que, por outras dimensões da vida, a gente luta tanto pelo fim da jornada 6x1. Para as pessoas terem tempo para suas famílias e tempo para si próprias. E a leitura como entretenimento, a leitura como também novas formas de aprendizagem é um fator que pode ser incluído e que possa nos ajudar”, afirma.
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