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Eleições 2014

Marina nega pressão do agronegócio para alterar programa

Promessa de usar índice de produtividade para facilitar processos de desapropriação de terras

Eleições 2014|Do R7

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Para candidata, agronegócio defende a melhora da produtividade
Para candidata, agronegócio defende a melhora da produtividade

A presidenciável Marina Silva disse nesta segunda-feira (8) não ter recebido qualquer tipo de pressão do agronegócio para fazer alterações em seu programa de governo.

— Não houve nenhum tipo de pressão para que se mude isso no programa de governo, até porque não entendo em que isso faria bem ao agronegócio brasileiro.


A fala foi feita após a candidata participar de uma agenda na capital paulista.

Segundo matéria publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, entidades ligadas ao agronegócio não gostaram da promessa colocada no programa de Marina de rever a política do uso de indicadores de produtividade para facilitar processos de desapropriação de terras destinadas à reforma agrária.


Marina defendeu que a função social da terra está na Constituição brasileira e que a maioria do agronegócio defende melhorar a produtividade.

— Todos querem que nossa agricultura possa se dar em bases técnicas.


A candidata ainda reafirmou sua proposta de que a produção brasileira cresça a partir de ganhos de produtividade.

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Marina citou visita que fez recentemente a Sertãozinho, no interior do Estado, em que conversou com empresários do setor sucroalcooleiro sobre a necessidade de se reivindicar produtividade compatível com as tecnologias do século XXI. A visita, contudo, ocorreu em 28 de agosto, véspera do lançamento de seu programa de governo. Marina disse ainda que há uma generalização de colocações de "segmentos muito minoritários", considerando que valeriam para o conjunto da agricultura.

Entre os que falaram ao Estadão na reportagem, reclamando do trecho do programa de governo, estavam o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Correa Carvalho, e o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que disse que a medida dos indicadores não tem sentido.

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