No JR, Luciana Genro diz que Black Blocs são perigo menor que saqueadores da Petrobras
Presidenciável também falou sobre propostas econômicas, que incluem tributação de riquezas
Eleições 2014|Do R7

A candidata do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) à Presidência da República, Luciana Genro, participou de sabatina realizada pelo Jornal da Record e pelo R7 na noite desta sexta-feira (12). Na bancada do programa, ela negou que seu partido tenha relação com os Black Blocs, mas disse que o grupo traz menos prejuízos ao País do que o esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Polícia Federal.
— O PSOL não tem relação nenhuma com os Black Blocs até porque eles atrapalham nossa estratégia que é de grandes mobilizações. Mas nós temos uma preocupação muito maior com os Black Blocs da política institucional. Os Black Blocs que atuam dentro da Petrobras, por exemplo, que depredam essa empresa pública através da corrupção, do desvio de verbas. Essa meia dúzia de jovens que quebram vidraças representam um perigo muito menor que esses Black Blocs da política institucionalizada, que são realmente saqueadores do dinheiro público.
Luciana também foi questionada sobre suas propostas para a política econômica, que incluem tributação de grandes fortunas e fim do superávit primário. Ela negou que o País possa ser prejudicado pela possível fuga de investidores estrangeiros que a implementação do projeto acarretaria.
— Que ele (o projeto) é radical, eu digo que é, porque é uma transformação estrutural. E vai significar, sim, contrariar interesses. Mas a fuga de capitais a que você se refere não tem efeito nenhum na economia real porque esses capitais são totalmente especulativos. O setor produtivo não tem nada a ver com essa especulação que é feita no mercado.
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Seguindo o discurso que adota desde o início da campanha, a candidata fez duras críticas aos adversários, principalmente a Marina Silva (PSB). Ela disse que a ex-ministra está cedendo aos interesses do agronegócio, de banqueiros e de setores conservadores da política, pois retirou de seu programa de governo proposta de apoio a causas homossexuais.
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