Logo R7.com
RecordPlus
Eleições 2014

Papéis nas ruas e boca de urna marcam votação no Complexo da Maré

Após uma semana com tiroteios, o clima era de tranquilidade na manhã deste domingo

Eleições 2014|Do R7, com Agência Brasil

  • Google News
O Exército está na Maré desde abril deste ano; pelas ruas, havia muito lixo eleitoral neste domingo
O Exército está na Maré desde abril deste ano; pelas ruas, havia muito lixo eleitoral neste domingo

Depois de uma semana conturbada, com confrontos armados, o Complexo da Maré, na zona norte da cidade do Rio, teve um início de votação sem problemas. Apesar disso, havia muita sujeira, com panfletos de candidatos jogados pelo chão e pessoas fazendo boca de urna em ruas da comunidade.

Na Escola Municipal Bahia, maior local de votação da Maré, com 10.111 eleitores, a movimentação era grande por volta das 10h. Muitas pessoas tentavam descobrir o local exato de sua seção eleitoral dentro da escola. Filas se formavam do lado de fora das salas de aula, onde funcionam as seções.


Morador de Rocha Miranda, o representante comercial Fernando Soares enfrentou uma espera de meia hora para votar.

— Neste ano, até que está sendo mais rápido. Teve uma vez que esperei duas horas para votar.


Pessoas com deficiência enfrentaram problemas também para chegar às suas seções eleitorais, localizadas no segundo andar da escola. O morador da Maré Carlos José Alves, que tem uma deficiência nas pernas e anda com a ajuda de duas muletas, reclamou da estrutura des eleições. 

— Infelizmente, o elevador está parado. Não só eu, como outras pessoas, em cadeiras de roda, estão tendo que contar com a ajuda dos outros para subir a escada.


Do lado de fora, a reportagem da Agência Brasil flagrou cabos eleitorais distribuindo panfletos de seus candidatos a eleitores próximo à escola. Na Avenida Brasil, um fiscal da Justiça Eleitoral, com o apoio da Força de Pacificação que ocupa o conjunto de favelas, encontrou um cabo eleitoral fazendo boca de urna e descobriu grande quantidade de material de campanha em seu carro.

Apesar de a escola ficar ao lado do quartel onde funciona o comando da Força de Pacificação, não havia nenhum militar posicionado no entorno do estabelecimento para garantir a segurança do local. Apenas dois agentes faziam o policiamento. Os únicos militares próximos à escola integravam um grupo de soldados que recolhia, com as mãos, panfletos de candidatos na calçada em frente ao quartel.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.