Eleições 2020 Problema em processador do TSE provocou atraso, afirma Barroso

Problema em processador do TSE provocou atraso, afirma Barroso

Presidente da Corte Eleitoral explicou que um dos processadores de um dos supercomputadores falhou e teve que ser substituído

  • Eleições 2020 | Mariana Londres, de Brasília

O presidente do TSE ministro Luís Roberto Barroso

O presidente do TSE ministro Luís Roberto Barroso

Antonio Augusto/Ascom/TSE - 15.11.2020

O atraso na divulgação dos votos nas Eleições 2020 se deve a um problema em um dos processadores dos supercomputadores do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), segundo o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso

"Houve um atraso na totalização dos resultados por conta de um problema técnico. Um dos núcleos dos processadores de um dos supercomputadores falhou e precisou ser reparado. Amanhã espero poder dar a explicação técnica", explicou Barroso.

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O presidente da Corte Eleitoral explicou que resultados não serão comprometidos com o atraso. 

"O sistema eleitoral brasileiro funciona assim: ao início, funciona a impressão zerésima e, ao final do dia, se imprime o boletim daquela urna com o fiel resultado ali depositado. A ideia de que a demora possa trazer consequência para o resultado não faz sentido, pois o resultado já saiu no momento em que boletim foi impresso, em diversas urnas, e distribuído aos partidos", detalhou.

Em seguida, continuou: "Os TREs encaminharam os dados para o TSE. O problema aconteceu exclusivamente aqui, técnico de hardware. Dados chegaram íntegros, mas o processo de somar ficou extremamente lento em razão de um dos processadores ter sofrido problema técnico".

A divulgação dos dados da apuração está atrasada em todo o País. Nas últimas eleições municipais, em 2016, o primeiro resultado do primeiro turno foi divulgado perto das 17h30, com a reeleição do prefeito de Palmas (TO), Carlos Amastha (PSB). 

Antes da coletiva, o TSE divulgou uma nota esclarecendo que o atraso para a divulgação dos resultados da apuração decorre de lentidão no processo de totalização dos votos (soma dos votos), sem relação com o vazamento de dados dos servidores ou com a tentativa de ataque hacker ao sistema do TSE.

De acordo com a nota, os dados estão sendo remetidos normalmente pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e recepcionados normalmente pelo banco de totalização, que está somando o conteúdo de forma mais lenta que o previsto.

Primeiro ano

Este é o primeiro ano em que os dados da votação estão sendo totalizados pelo TSE. Até as últimas eleições, os dados eram totalizados pelos TREs (Tribunais regionais eleitorais) e enviados ao Tribunal Eleitoral. Em 2020, o processamento está todo sendo feito pelo TSE e a expectativa era que com isso a apuração seria mais rápida. 

"De fato, houve alteração e totalização foi centralizada no TSE. Desde o primeiro momento, não tive simpatia por essa opção que não foi tomada por mim. Por ser uma novidade, pode estar na origem da instabilidade que nós sofremos. A rede de transmissão de dados é fechada e não houve ataque", argumentou.

Barroso foi além: "Quanto à apuração, eu conversei com Rolando Alexandre, a investigação está em curso, mas se apurou que as informações vazadas eram totalmente irrelevantes. Nome de alguns ministros aposentados que são encontradas em sites do TSE e de outros tribunais."

Justiça: "Não há indício de prejuízo ao pleito na tentativa de ataque"

Na entrevista coletiva das 15h deste domingo, o ministro Barroso admitiu que houve uma tentativa frustrada de ataque hacker ao sistema do TSE neste domingo, mas que havia sido neutralizado.

O ministro explicou ainda que o sistema de proteção criado pelo tribunal após o ataque ao STJ (Superior Tribunal de Justilça) contribuiu para a lentidão que os eleitores enfrentaram para justificar ausências no aplicativo e-título ao longo deste domingo.

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