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Em reunião com banqueiros, Bolsonaro pede consignado para Auxílio Brasil e critica STF e TSE

Bancos têm se posicionado de forma contrária à modalidade; não há consenso

Eleições 2022|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante evento
O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante evento

Diante de uma plateia formada por empresários e banqueiros, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) defendeu, nesta segunda-feira (8), juros menores do crédito consignado para os beneficiários do Auxílio Brasil e voltou a criticar, sem citar nominalmente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

"Faço agora um apelo para vocês. Vai entrar o pessoal do BPC [Benefício de Prestação Continuada], do empréstimo consignado, e isso é garantia, desconto em folha, se vocês puderem reduzir o máximo possível, porque estamos atravessando o final da turbulência. É a tranquilidade para levar o governo adiante", afirmou Bolsonaro.

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Uma nova lei autoriza famílias que fazem parte do Auxílio Brasil a usar o valor recebido para contratar crédito consignado. A norma também amplia a margem de empréstimo para até 40% do rendimento aos empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e aos segurados da Previdência Social.

A modalidade é concedida a quem tem salário, aposentadoria ou benefício creditados em conta-corrente. Pelo fato de o valor ser descontado diretamente da folha de pagamento ou da aposentadoria do cliente, trata-se de uma opção de empréstimo fácil e que tem uma das menores taxas do mercado.

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No entanto, alguns bancos se posicionaram de forma contrária à medida, argumentando que o benefício é transitório e o crédito tem maior risco.

Representantes de diversos bancos participaram da agenda, que ocorreu na sede da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), na Avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo.

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TSE e STF

No encontro, Bolsonaro disse que os banqueiros gastam, sem apresentar valores, uma "fortuna" com defesa cibernética e atacou, sem nomear, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as urnas eletrônicas. "Eu não entendo. Temos lá em Brasília um órgão que tem algo intransponível, expugnável, impenetrável, vão para lá, pô, pegar a tecnologia deles", disse.

Na sequência, o presidente da República comentou a carta pela democracia e em defesa do sistema eleitoral brasileiro, que será lida na próxima quinta-feira (11), e voltou a criticar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e, em especial, o inquérito das fake news. "É melhor um democrata na corrupção do que um honesto num regime forte. Qual regime forte é meu? Me aponte uma palavra minha contra a democracia? Eu mandei prender algum deputado?", questionou.

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"O inquérito das fake news. Não está tipificado. Como alguém pode ser julgado? Que país é esse? Onde está a ditadura, no Executivo ou em outros poderes? Estão com saudade de que? Da festa de antigamente?", completou.

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Corrupção

O chefe do Executivo federal afirmou que as gestões anteriores foram marcadas por corrupção e citou obras do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como exemplo. No discurso, ele ainda destacou que montou um ministério "de pessoas quase santas na política, com raras exceções".

Durante sua gestão, Bolsonaro viu o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro ser preso por suspeita de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. O evangélico ficou um dia preso e nega as acusações. 

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