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Após defesa de privatizações por Zema, presidente do BNDES rebate candidato do Novo

Mercadante afirmou que o Brasil precisa de bancos e empresas públicas estratégicas

2026|Vinícius Rangel, da RECORD

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, rebateu as propostas de privatização do candidato do Partido Novo, Romeu Zema, destacando a importância de instituições públicas estratégicas.
  • Mercadante criticou a ideia de um Estado menor, associando-a a conceitos antigos e defendendo uma atuação conjunta entre Estado e iniciativa privada.
  • O BNDES foi citado como exemplo de banco público que financia projetos de infraestrutura e recuperação econômica, destacando sua atuação no Rio Grande do Sul após enchentes.
  • A defesa das estatais incluiu a Petrobras, ressaltando seu papel estratégico e a importância de manter empresas públicas em setores essenciais para o desenvolvimento do país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente do BNDES rebate falas de Romeu Zema Jackson Mendes / BNDES

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, rebateu nesta terça-feira (25) as propostas de privatização defendidas pelo candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema. Durante uma agenda em Curitiba, no Paraná, Mercadante afirmou que o país precisa manter instituições públicas estratégicas para financiar investimentos de longo prazo e atuar em setores considerados essenciais.

Sem citar diretamente Zema em todos os momentos, o presidente do BNDES classificou como uma “ideia velha” a defesa de um Estado menor, com redução da participação pública na economia. “O partido se chama Novo, mas essa é uma ideia velha que não deu certo.”


Mercadante afirmou que a experiência internacional, na avaliação dele, mostra a importância de uma atuação conjunta entre Estado e iniciativa privada. Segundo o presidente do BNDES, o modelo defendido pelo candidato do Novo se aproxima das ideias associadas ao chamado Consenso de Washington, que pregava, entre outros pontos, redução do tamanho do Estado, desregulamentação e privatizações.

“Nós precisamos de um Estado forte e um mercado forte, mercado regulado, com uma concorrência justa, trabalhando junto, em parceria.”


BNDES como instrumento de investimento

Na defesa do banco público, Mercadante citou o papel do BNDES no financiamento de projetos de infraestrutura e na recuperação econômica após desastres naturais. Segundo ele, o banco destinou R$ 29 bilhões para a recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes que atingiram o estado.

Mercadante também afirmou que o BNDES participa de projetos de infraestrutura no Paraná e que sua atuação permite mobilizar recursos privados para investimentos considerados estratégicos. “Quem é que foi para o Rio Grande do Sul colocar R$ 29 bilhões e recuperar toda a economia que cresceu acima da média nacional? O banco público, o BNDES.”


O presidente da instituição também destacou o financiamento de projetos de longo prazo. Para Mercadante, bancos públicos conseguem atuar em iniciativas cujo retorno não é imediato e que, por isso, poderiam ter mais dificuldade para obter financiamento exclusivamente no mercado privado.

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Petrobras também entra no debate

A defesa das estatais se estendeu à Petrobras. Mercadante afirmou que a empresa tem papel estratégico para o país e citou a exploração do pré-sal como exemplo da importância de manter uma companhia estatal no setor de petróleo “Se não fosse uma empresa pública como a Petrobras, não tinha o pré-sal.”


Mercadante também afirmou que a Petrobras é atualmente uma das empresas mais rentáveis do setor de petróleo e destacou investimentos e novas reservas. Petrobras é outro ponto de divergência entre o presidente do BNDES e Zema. O candidato do Novo defende a ampliação da participação da iniciativa privada na economia e já afirmou que pretende discutir a privatização de empresas estatais, incluindo a Petrobras.

‘Tem coisas que só o Estado faz’

Ao defender a permanência de empresas públicas consideradas estratégicas, Mercadante argumentou que o debate não deveria ser colocado apenas entre público e privado. Para ele, o Estado pode atuar como indutor de investimentos e, ao mesmo tempo, atrair capital privado. “Nós não temos que substituir os bancos privados, nós temos que trabalhar em parceria.”

No fim da argumentação, o presidente do BNDES resumiu a posição de que algumas áreas deveriam permanecer sob controle público “Tem coisas que só o Estado faz e precisa de empresas estatais estratégicas como o BNDES e a Petrobras.”

A discussão sobre o tamanho do Estado e o papel das empresas públicas deve estar entre os temas econômicos da campanha presidencial.

De um lado, Zema defende redução da estrutura estatal, privatizações e maior participação da iniciativa privada. Do outro, a atual gestão federal sustenta a manutenção de empresas públicas consideradas estratégicas para financiar investimentos e executar políticas de desenvolvimento.

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