Conheça os principais candidatos ao Senado pela Bahia nas eleições de 2026
Eleitor escolhe neste ano dois parlamentares por estado, renovando 66% das vagas
2026|Do R7
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São dez os candidatos que concorrem ao Senado pelo estado da Bahia, nas eleições de 2026.
A disputa reúne dois nomes que já governaram o estado em sequência direta, Jaques Wagner (PT), que entregou o cargo a Rui Costa (PT) em 2014.
Do outro lado, Angelo Coronel (Republicanos) tenta a reeleição poucos meses depois de trocar de partido pela sexta vez na carreira, enquanto João Roma (PL) busca a vaga depois de ter ficado em terceiro lugar na disputa pelo governo baiano em 2022.
Neste ano, dois senadores serão eleitos como representantes de cada estado brasileiro, além de outros dois pelo Distrito Federal.
Serão renovados 54 dos 81 senadores, dois terços das vagas. Os escolhidos pela população terão direito a um mandato de oito anos.
Atuais senadores
Na Bahia, o atual senador Otto Alencar (PSD) foi eleito em 2022 e tem mandato até 2031.
Angelo Coronel (Republicanos) e Jaques Wagner (PT) terminam o mandato neste ano e concorrem à reeleição.
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Conheça os principais nomes no páreo, que estão mais bem colocados nas pesquisas eleitorais, para as duas vagas em disputa.
Angelo Coronel (Republicanos)
Angelo Coronel (Republicanos), 68 anos, nasceu na cidade de Coração de Maria (BA). Empresário, Coronel é formado em engenharia civil pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Começou na vida pública em 1989, quando assumiu a prefeitura de sua cidade natal, ficando no cargo até 1992. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual pelo PSDB, ficando por seis mandatos na Assembleia Legislativa da Bahia, até 2018.
Nestes 24 anos como deputado estadual, passou por diferentes partidos, como PL, PP e PSD, e foi presidente da Casa Legislativa entre 2017 e 2019. Pelo PSD, em 2018, foi eleito senador com 3,92 milhões de votos. Em março de 2026, filiou-se ao Republicanos.
Jaques Wagner (PT)
Natural do Rio de Janeiro, Jaques Wagner (PT) tem 75 anos e está em seu primeiro mandato como senador. Filho de imigrantes judeus poloneses, iniciou sua trajetória na militância em 1969, no movimento estudantil.
Na época, Wagner era aluno da Faculdade de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ). Abandonou o curso e saiu do Rio de Janeiro em meio a perseguições da ditadura militar. Chegou à Bahia em 1974 e começou a trabalhar na indústria petroquímica no polo de Camaçari.
Foi presidente do sindicato da categoria e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) na Bahia.
Venceu a primeira eleição em 1990, para deputado federal, sendo reeleito em 1994 e 1998. Perdeu a disputa para a Prefeitura de Camaçari em 2000 e para o Governo da Bahia em 2002. No primeiro governo Lula, foi ministro do Trabalho e das Relações Institucionais.
Em 2006, foi eleito governador do estado da Bahia e reeleito quatro anos depois. No Executivo federal, ainda exerceu os cargos de ministro da Defesa e da Casa Civil durante o governo Dilma. Na Bahia, foi secretário de Desenvolvimento Econômico antes de ser eleito senador da República em 2018 com 4,25 milhões de votos.
João Roma (PL)
Natural de Recife (PE), João Roma (PL), 53 anos, é produtor agropecuário e formado em direito. É neto de João Inácio Ribeiro Roma, deputado federal por três mandatos nos anos 1950 e 1960. João Roma mora em Salvador desde 2002, onde construiu carreira e família.
Começou na política aos 19 anos como assessor do governo pernambucano. Atuou como militante do PFL Jovem (Partido da Frente Liberal), participando de reuniões da Executiva Nacional do Partido.
Em Brasília, foi assessor do Ministério da Administração de 1995 a 1998 e delegado do Ministério da Cultura para o Nordeste entre 1999 e 2002. Chegou a Salvador em 2002 como chefe do escritório da Agência Nacional de Petróleo (ANP) na cidade.
Entre 2013 e 2018, foi chefe de gabinete da Prefeitura de Salvador. Em 2018, foi eleito deputado federal pela Bahia com mais de 84 mil votos. Licenciou-se do cargo em fevereiro de 2021 para assumir o Ministério da Cidadania, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). Ficou no cargo até março de 2022.
Naquele ano, candidatou-se ao Governo da Bahia e ficou em terceiro lugar, com pouco mais de 9% dos votos. Atualmente, João Roma é presidente do Partido Liberal (PL) na Bahia.
Rui Costa (PT)
Rui Costa (PT), 63 anos, nasceu em Salvador (BA). É graduado em economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Assim como Jaques Wagner, começou na militância no Polo Petroquímico de Camaçari, por meio do sindicato da categoria.
Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia na década de 1980 e foi diretor de sindicatos de 1984 a 2000, quando foi eleito vereador da capital baiana pela primeira vez. Foi reeleito quatro anos depois e, já em 2006, foi eleito deputado federal.
Foi secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia e chefe da Casa Civil durante o governo Jaques Wagner, entre 2007 e 2014. Neste período, foi reeleito deputado federal em 2010.
Em 2014, saiu candidato como sucessor de Wagner ao Governo da Bahia e foi eleito no primeiro turno. Foi reeleito novamente no primeiro turno em 2018 e ficou no cargo até o fim de 2022. Em janeiro de 2023, foi nomeado pelo presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil, cargo que exerceu até abril deste ano.
Outros candidatos
- Carlos Sodré (Mobiliza)
- Gregorio Gould (UP)
- Marcelo Carvalho (Rede)
- Marcelo Millet (PCO)
- Marcelo Santtana (DC)
- Professora Delliana (PSOL)
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