Cury quer criar cargo de premiê e escala time com Ratinho Jr., Skaf, Eduardo Leite e... Tarcísio
Psiquiatra disse que convidou Tarcísio de Freitas para um cargo similar ao de primeiro-ministro
2026|Do R7
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Até aqui a grande novidade dessas eleições, o candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) disse neste sábado (5) que quer adotar o modelo semipresidencialista e que tem conversado com políticos para liderar um “time dos sonhos”, que, segundo ele, terá os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, o também candidato Ronaldo Caiado e “um nome” como o de “Tarcísio de Freitas para primeiro-ministro”.
Cury, que apareceu subitamente nas pesquisas ocupando a terceira posição isolada entre os presidenciáveis, entre 8% a 10% das intenções de votos, participou na noite de sábado de uma sabatina organizada por personalidades, entre empresários, economistas e até juristas, que integram o grupo Derrubando Muros.
A sabatina, liderada pelo sociólogo e investidor José Cesar Martins, teve a participação do jurista Miguel Reali Júnior, de um dos fundadores do partido Novo João Amoedo e do político Roberto Freire.
As perguntas focaram na inexperiência administrativa do candidato, que é médico psiquiatra e autor de best-sellers de autoajuda.
Primeiro-ministro
Questionado sobre como manter a governabilidade em um cenário difícil, com disputas de grupos antagônicos e pautas de lobby no Congresso, ele sinalizou que pretende terceirizar o trabalho de costura política.
“Bom, número um, vou falar de alguns do meu time que eu já estou convocando. [...] Ratinho Júnior vem, Eduardo Leite vem, Aldo Rebelo vem, já estão conversados. Não é que eu ache, já estou conversado (com essas pessoas)”, disse, destacando que pensa num nome para liderar as decisões. “Haveria um primeiro-ministro. O primeiro-ministro que eu já convidei seria o Tarcísio. Falei: ‘Tarcísio, eu quero alguém do seu perfil, vai ter que ser uma pessoa de alto nível’”, destacou.
A ousadia de Cury durou pouco. Questionado por João Amoedo sobre o risco de associar a campanha ao bolsonarismo, justamente num momento de polarização, o psiquiatra mudou o tom. ‘Não estou dizendo que vai ser o Tarcísio’, afirmou, ‘eu penso em alguém do perfil do Tarcísio’.
Skaf e Mansueto Almeida
Outro nome que causou discussão no grupo foi o do presidente da Fiesp, Paulo Skaf. José Cesar Martins classificou o dirigente da Fiesp como representante de ‘um empresariado arcaico’ e “mais oportunista que o próprio Geraldo Alckmin”.
Surpreendido, Cury disse que iria pensar no assunto. “Me convençam (a não ter o Skaf), ele disse.
Para a área econômica, o candidato citou como referências técnicas Marcos Lisboa, Armínio Fraga, Ilan Goldgajn e Mansueto Almeida.
Sobre Mansueto, que é economista-chefe do banco BTG, de André Esteves, ele disse que já conversou e “teria dito que vem para o governo”, assim como Marcos Lisboa, com quem diz já ter conversado.
Elogiou também o ex-presidente do Banco Central Ilan Goldfajn e afirmou que gostaria de conversar com outro ex-presidente da instituição, Armínio Fraga, integrante do Derrubando Muros, ponderando que seu nome ‘não é bem visto na direita’.
Provocado a escolher entre os perfis de Paulo Guedes, Guido Mantega e Armínio Fraga para comandar a Fazenda, descartou Mantega e reconheceu que citar Guedes publicamente já lhe trouxe desgaste, por conta do eleitorado de esquerda que também diz querer atrair.
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