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Em SC, propaganda de Jorginho Mello resgata prisão de João Rodrigues

Candidato do PL recuperou trechos de reportagens sobre a detenção do adversário em 2018

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A campanha de Jorginho Mello utilizou imagens da prisão de João Rodrigues, ocorrida em 2018, em sua propaganda eleitoral.
  • Fabiana Matte Rodrigues, esposa de João, criticou a propaganda, comparando o sofrimento da família ao vivido por Michelle Bolsonaro.
  • João Rodrigues foi condenado por dispensar irregularmente licitações e fraudar o caráter competitivo de outra, sendo preso em 2018.
  • Fabiana relatou que a propaganda trouxe lembranças dolorosas, incluindo a morte de seu pai, que entrou em depressão durante a prisão de Rodrigues.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jorginho Mello e João Rodrigues estão disputando o governo do estado de Santa Catarina Leo Munhoz/Governo de Santa Catarina/ Mafalda/Prfess - Montagem R7

Na última semana antes do primeiro turno das eleições, a disputa pelo governo de Santa Catarina ganhou um novo capítulo após a campanha do governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição, usar imagens da prisão de João Rodrigues (PSD), seu adversário, ocorrida em 2018. Em propaganda eleitoral exibida neste domingo (27), a campanha recuperou trechos de reportagens da época sobre a prisão do então deputado federal.

Após a veiculação do programa, Fabiana Matte Rodrigues, mulher de João, reagiu nas redes sociais. Em um vídeo, ela comparou o sofrimento vivido pela família durante a prisão do marido à situação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, cujo marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também ficou preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

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“João foi vítima por enfrentar o sistema. Sofreu uma prisão pelo STF em 2018 por uma injustiça muito grande. Essa ferida, ela não cura. Foram colocadas essas imagens no programa eleitoral do Jorginho. Então foi um gatilho muito forte, que a gente começa a relembrar de tudo que nós passamos”, afirmou Fabiana.

A prisão de João Rodrigues ocorreu em fevereiro de 2018, quando ele exercia mandato de deputado federal. O caso remontava a fatos de 1999, período em que, como vice-prefeito de Pinhalzinho assumiu interinamente a prefeitura.

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Segundo o processo, Rodrigues dispensou irregularmente licitação para a alienação de uma retroescavadeira e fraudou o caráter competitivo de outra licitação destinada à compra de uma nova máquina. O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) o condenou a cinco anos e três meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de dispensa irregular e fraude à licitação.

Em fevereiro de 2018, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) julgou inviável recurso apresentado pela defesa, manteve a condenação e determinou a execução imediata da pena. Rodrigues foi preso e levado ao Complexo da Papuda. Em junho daquele ano, o ministro Luís Roberto Barroso determinou que ele cumprisse a pena em estabelecimento compatível com o regime semiaberto e autorizou a retomada das atividades parlamentares.

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A mulher de João disse ainda que a propaganda trouxe de volta lembranças da morte de seu pai, também em 2018.

Segundo Fabiana, ele entrou em “depressão profunda” ao acompanhar o sofrimento da filha e das netas durante o período em que Rodrigues esteve preso. O pai dela morreu naquele ano após sofrer um infarto.

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