De moeda sul-americana à saída do BRICS: veja as propostas dos candidatos para a soberania
Planos de governo tratam de diplomacia comercial para reduzir dependências externas em setores estratégicos para o país
2026|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com estratégias que variam do investimento estatal em IA (Inteligência Artificial) até a criação de moedas regionais e a saída diplomática do BRICS, os seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais apresentaram caminhos diferentes para a soberania do Brasil.
A seguir, o R7 apresenta as principais propostas sobre esse assunto feitas pelos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).
Lula
O programa de Lula trata a soberania nacional como um princípio permanente que abrange autonomia em setores como defesa, tecnologia, energia, recursos minerais, saúde, alimentação e política externa.
Na área de defesa, o plano prevê investimentos na Base Industrial e Tecnológica de Defesa para ampliar a capacidade brasileira de produzir equipamentos militares e reduzir a dependência tecnológica de outros países.
A candidatura também propõe reforçar a vigilância das fronteiras, da Amazônia Legal e da chamada Amazônia Azul, além de ampliar a atuação da Inteligência de Estado.
Leia Mais
Já na soberania digital, o programa defende a criação de uma infraestrutura computacional nacional, com supercomputadores operados por instituições públicas, além do desenvolvimento de modelos de inteligência artificial voltados às necessidades brasileiras. Também prevê a criação de um Conselho Nacional pela Soberania Digital e o fortalecimento da defesa cibernética.
Na área econômica, Lula propõe reduzir a dependência externa de fertilizantes, medicamentos e insumos estratégicos. O plano prevê ainda uma política para minerais críticos e terras raras, com incentivo ao processamento e à agregação de valor no país.
No cenário internacional, a candidatura rejeita alinhamentos automáticos com outras potências e defende o multilateralismo, a autodeterminação dos povos e a união sul-americana. O programa também prevê maior articulação com o BRICS.
Flávio Bolsonaro
Segundo o plano de Flávio, o Brasil deveria negociar com grandes mercados, como China, Estados Unidos, União Europeia e países asiáticos, sem levar em conta a orientação política dos governos.
O plano também prevê a reaproximação com parceiros tradicionais, como Estados Unidos, Argentina e Israel, além da abertura de novos mercados para produtos brasileiros e da atração de investimentos.
O programa também defende maior transparência sobre organizações não governamentais que recebem recursos internacionais e atuam em questões territoriais.
Na área estratégica, Flávio propõe reduzir dependências externas em cadeias de suprimentos e tecnologia. Para a defesa, o plano prevê modernização das Forças Armadas e maior utilização de tecnologias como drones e IA.
Augusto Cury
Cury concentra suas propostas de soberania principalmente nas áreas tecnológica, digital, territorial e diplomática. O candidato defende que o Brasil deixe de ser apenas consumidor de tecnologia e amplie sua capacidade de produção nacional.
Entre as prioridades está a atração de investimentos para a fabricação de semicondutores, chips e componentes eletrônicos.
A IA também é tratada como uma infraestrutura estratégica de Estado. O plano prevê um marco legal para o setor e políticas de incentivo à pesquisa com o objetivo de garantir autonomia tecnológica e competitividade internacional.
Na área digital, a candidatura propõe reforçar a segurança cibernética e a proteção de dados estratégicos, reduzindo a dependência estrangeira em setores considerados críticos.
A política externa, segundo o plano, deve priorizar a defesa dos interesses nacionais em áreas como comércio, energia, tecnologia e recursos naturais. A proposta é adotar uma postura firme, mas baseada no diálogo.
Ronaldo Caiado
Ronaldo Caiado apresenta a soberania como uma política de Estado relacionada principalmente à defesa do território, à proteção das fronteiras e à autonomia tecnológica.
O programa prevê a atualização da Estratégia Nacional de Defesa, com prioridade para a Amazônia, o Atlântico Sul, o ciberespaço, as fronteiras e as infraestruturas consideradas críticas.
O candidato propõe ainda ampliar a defesa cibernética e utilizar investimentos em ciência, tecnologia e indústria para desenvolver equipamentos de uso militar e civil no Brasil, reduzindo a dependência de tecnologias estrangeiras.
Na política externa, o candidato defende autonomia sem isolamento ou neutralidade. A estratégia seria diversificar mercados, parceiros, tecnologias e fontes de financiamento, evitando dependências excessivas de um único país.
Renan Santos
O programa de Renan Santos identifica vulnerabilidades nas áreas territorial, industrial, militar, tecnológica, monetária e de recursos estratégicos.
Além dos planos para a segurança pública, o plano defende a criação de uma Zona Econômica Especial para verticalizar a cadeia produtiva, levando o país da extração e do refino à fabricação de produtos de alta tecnologia, como ímãs e semicondutores.
A candidatura também estabelece uma meta para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados. O plano prevê ampliar a produção nacional de fosfato, potássio e nitrogênio e estabelece como objetivo que, a partir de 2035, nenhuma colheita brasileira dependa de fertilizantes importados.
Na área militar, Renan propõe que o Brasil alcance autonomia completa do ciclo de combustível nuclear, incluindo a capacidade industrial de reprocessamento, além do fortalecimento da indústria nacional de defesa e da ciberdefesa.
O programa defende a criação de uma cesta de moedas sul-americanas liderada pelo real, com o objetivo de reduzir a dependência do dólar nas transações regionais.
Romeu Zema
Romeu Zema busca uma “diplomacia pragmática e soberana”, na qual as relações internacionais devem servir aos interesses econômicos, tecnológicos e comerciais brasileiros. A candidatura rejeita alinhamentos baseados exclusivamente em afinidades ideológicas.
Uma das propostas mais significativas é a retirada diplomática do Brasil do BRICS, mantendo apenas as relações comerciais com os países do bloco. A medida seria acompanhada pela defesa da independência brasileira para atuar como mediador em conflitos, especialmente na América do Sul.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa
🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲














