Dois em cada dez brasileiros já receberam proposta de compra de voto, aponta pesquisa
Estudo aponta que incidência de propostas é maior entre pessoas de 25 a 44 anos, faixa em que 26% afirmaram já ter sido abordadas
2026|Do R7, em Brasília
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Uma pesquisa da Ipsos-Ipec revelou que 22% dos brasileiros já receberam ofertas em troca do voto durante períodos eleitorais. O levantamento, encomendado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, ouviu 2 mil pessoas em 131 municípios entre os dias 4 e 8 de dezembro de 2025.
Segundo o estudo, a maioria da população consegue identificar práticas que configuram compra de votos. Entre as ações mais associadas ao crime estão a oferta de dinheiro (76%), promessa de emprego (53%), distribuição de cestas básicas (43%) e doação de materiais de construção (42%).
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Também aparecem práticas como pagamento de contas, oferta de consultas médicas e facilitação de benefícios sociais.
A pesquisa aponta que a incidência de propostas é maior entre pessoas de 25 a 44 anos, faixa em que 26% afirmaram já ter sido abordadas. No recorte regional, o Nordeste lidera os registros, com 32% dos entrevistados relatando já terem recebido algum tipo de oferta, enquanto o Sudeste registra 18% e o Sul, 13%.
Os cargos municipais concentram a maior parte das denúncias. Entre aqueles que disseram já ter recebido proposta de compra de voto, 59% afirmaram que a oferta estava relacionada à disputa para vereador e 43%, para prefeito. Em menor escala, surgem deputados (16%), governadores (10%), presidente da República (7%) e senador (5%).
O levantamento também mostra que a prática é percebida como recorrente por grande parte da população. Para 39% dos entrevistados, a compra de votos “sempre” acontece em suas cidades ou bairros durante as eleições. Entre aqueles que já receberam ofertas, esse percentual sobe para 64%.
Apesar de 96% dos entrevistados reconhecerem que a compra de votos é ilegal, a pesquisa aponta entraves para o combate ao crime eleitoral. Cerca de 62% afirmam não saber onde denunciar casos suspeitos e 52% dizem não se sentir seguros para fazer a denúncia. O desconhecimento é maior entre pessoas de baixa renda, jovens de 16 a 24 anos, indivíduos com ensino fundamental e mulheres.
A sensação de insegurança também aparece com mais intensidade entre entrevistados das classes D e E e pessoas com menor escolaridade. Entre as mulheres, 56% afirmam não se sentir seguras para denunciar, contra 49% entre os homens.
De acordo com a diretora de Opinião Pública e Política da Ipsos-Ipec, Patricia Pavanelli, os dados mostram que os brasileiros conseguem reconhecer a prática criminosa, mas ainda encontram obstáculos para combatê-la.
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