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Pacheco fala em ‘fechamento de ciclo’ na política e descarta disputa ao governo de MG

Governo federal cogita outros nomes para apoio; Josué Gomes, Marília Campos (PT) e Gabriel Azevedo (MDB) são alguns dos cotados

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rodrigo Pacheco anunciou que deixará a política ao final de seu mandato no Senado, encerrando seu ciclo político com sentimento de dever cumprido.
  • Pacheco descartou disputar o governo de Minas Gerais e negou interesse em uma indicação ao STF.
  • O governo federal busca novos candidatos para o governo mineiro, considerando nomes como Josué Gomes, Marília Campos e Gabriel Azevedo.
  • Pacheco negou envolvimento na rejeição do nome indicado por Lula ao STF e afirmou que sua saída da política já estava decidida.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rodrigo Pacheco tinha o apoio do governo federal para uma candidatura ao Executivo de MG Lula Marques/ Agência Brasil - 23.10.2025

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou, nesta sexta-feira (29), que pretende deixar a política ao fim deste ano, quando termina seu mandato no Senado. O ex-presidente da Casa descartou disputar o governo de Minas Gerais e também negou que pleiteia uma indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal).

“Há o fechamento do ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, disse Pacheco, em entrevista, após participar do seminário Lide Inovação e Tecnologia, em São Paulo. O senador afirmou que tem “desapego ao poder” e já vinha “programando” sua retirada da política.


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Pacheco retirou-se da disputa ao governo mineiro, mas não declarou apoio direto a nenhum outro candidato. O senador avaliou o empresário Josué Gomes — filho de José Alencar, que foi vice-presidente nos dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva — como “um bom nome”, mas afirmou que a escolha da candidatura deve ser realizada em “um momento oportuno”.

O atual senador fez questão de distinguir sua saída da política partidária de uma aposentadoria. Disse que a decisão estava tomada desde que deixou a Presidência do Senado, com “sentimento de dever cumprido”.


Após o recuo de Pacheco, o grupo ligado ao governo federal ainda avalia um novo nome para a disputa ao governo de Minas Gerais, palanque estratégico para a disputa presidencial. Além de Josué, são cotados Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem, e Gabriel Azevedo (MDB), ex-vereador de Belo Horizonte.

Pacheco negou ter articulado a rejeição do nome indicado ao Supremo pelo presidente Lula, o advogado-geral da União, Jorge Messias, que acabou rejeitado pelo Senado. O senador afirmou que, de sua parte, “sempre aceitou a escolha do presidente da República” e descreveu-se como um “personagem involuntário” do caso.


“Lula saberá compreender”

O parlamentar disse que espera que Lula compreenda a sua decisão de sair da política. “Ele saberá compreender, até porque não há novidade alguma. Eu não estou desistindo de uma candidatura — eu havia decidido não ser candidato”, afirmou.

O senador disse que Lula havia lhe pedido que refletisse sobre o tema, e que, após fazê-lo, manteve a posição original.


Pacheco afirmou, ainda, que foi colocado “involuntariamente” no centro da disputa em torno de uma vaga no STF. Questionado sobre uma eventual indicação ao TCU (Tribunal de Contas da União), Pacheco descartou a possibilidade. “Não há essa perspectiva, não há sequer a vaga”, afirmou.

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