Escolas bilíngues, tablets nas salas e uso de IA: veja promessas para a educação do DF
Candidatos apresentam planos com apostas para tecnologia, ensino integral, infraestrutura e valorização de professores
2026|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Os planos de governo dos principais candidatos ao Governo do Distrito Federal apresentam propostas para ampliar o acesso à educação, melhorar a aprendizagem e modernizar a rede pública. Entre as prioridades estão a alfabetização na idade certa, a expansão das escolas de tempo integral, a construção e reforma de unidades, a valorização dos professores e o uso de novas tecnologias.
Os planos dos seis candidatos analisados — Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Kiko Caputo (Novo) e Paula Belmonte (PSDB) — preveem desde o uso de inteligência artificial para personalizar atividades e identificar dificuldades de aprendizagem até a distribuição de tablets para estudantes e professores.
Há ainda propostas para incluir programação, robótica, cibersegurança e outras áreas ligadas à chamada Economia 4.0 no currículo escolar. Os candidatos ao Palácio do Buriti também prometem bolsas de incentivo vinculadas à frequência e ao desempenho escolar, programas de formação profissional, ampliação do ensino de idiomas e iniciativas de educação financeira e empreendedorismo.
Confira a seguir o que cada candidato prevê para a área de educação.
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Celina Leão (PP)
Celina Leão apresenta um plano voltado à modernização da estrutura física e digital da rede pública. Entre as propostas está o Programa Primeiras Letras, que estabelece o compromisso de que toda criança conclua o 2º ano do ensino fundamental sabendo ler e escrever.
A governadora e candidata à reeleição também propõe uma bolsa de incentivo financeiro para estudantes do ensino médio da rede pública, vinculada à frequência e ao desempenho escolar. A expansão do ensino em tempo integral seria feita de forma gradual, com prioridade para as regiões de maior demanda.
Na área de tecnologia, Celina prevê a distribuição de tablets para estudantes e professores e a substituição dos programas Educa-DF e Cartão PDAF (Programa de Descentralização Administrativa e Financeira) por soluções de inteligência artificial. Na infraestrutura, ela propõe trocar imóveis alugados por sedes próprias e construir, no mesmo terreno, unidades que atendam desde a creche até o ensino médio.
O plano também prevê ampliar o número de monitores para alunos com deficiência, TEA (Transtorno do Espectro Autista) e altas habilidades e reestruturar a carreira do magistério básico. Celina ainda defende a ampliação das escolas cívico-militares de gestão compartilhada, mantendo a autonomia pedagógica da Secretaria de Educação.
Na educação, acredito que preparar o futuro significa investir nas pessoas desde os primeiros anos de vida. Vamos ampliar a educação integral, fortalecer a inclusão, modernizar as escolas e oferecer mais acesso à tecnologia, à inovação e às competências digitais. Quero que nossos jovens tenham oportunidades reais de qualificação, empreendedorismo e inserção no mercado de trabalho.
José Roberto Arruda (PSD)
Entre as propostas apresentadas por Arruda está a criação de programas para utilizar a capacidade ociosa de escolas privadas, universidades e do Sistema S, por meio de parcerias e vouchers educacionais.
O candidato também propõe a utilização de inteligência artificial para personalizar exercícios, identificar dificuldades de aprendizagem e reduzir a evasão. Na educação integral, a meta é transformar unidades públicas em escolas de educação integral bilíngues, com pelo menos metade dos alunos permanecendo das 7h às 17h e recebendo cinco refeições por dia.
O plano prevê ainda o programa Acelera Exatas, com tutorias de matemática e raciocínio lógico apoiadas por inteligência artificial, além da expansão dos polos de treinamento olímpico. Para os professores, Arruda promete reestruturar a carreira, com remuneração inicial considerada atrativa e bônus vinculados ao desempenho dos alunos, além de um programa de saúde mental docente.
Na infraestrutura, a proposta é construir, reformar e modernizar até 1.500 salas de aula, além de implantar quadras cobertas, laboratórios de ciências e Wi-Fi em todas as escolas públicas. O candidato também prevê universalizar as creches e criar um sistema de transporte estudantil metropolitano para alunos do Entorno.
O desafio do governo não consiste apenas em administrar sua própria rede de ensino. Consiste em coordenar estrategicamente toda a capacidade educacional instalada do Distrito Federal para oferecer mais oportunidades de aprendizagem, maior qualidade de ensino e melhores perspectivas para cada estudante. Nosso compromisso será colocar o estudante no centro da política pública.
Leandro Grass (PT)
Leandro Grass apresenta a educação como um projeto de cidade e sociedade, com propostas que combinam expansão da rede, gestão democrática e políticas para garantir a permanência dos estudantes. O candidato propõe a elaboração participativa de um novo Plano Distrital de Educação para o período de 2026 a 2036, com acompanhamento público dos indicadores a cada dois anos.
Na educação infantil, promete zerar a fila de creches por meio da expansão da rede própria, parcerias com unidades conveniadas e busca de recursos federais. Para o ensino integral, a proposta é avançar gradualmente até alcançar toda a educação fundamental e média, com atividades de esporte, arte, cultura e tecnologia no contraturno.
Grass também propõe uma bolsa-formação para estudantes de baixa renda, vinculada a ações comunitárias, além da universalização do Pé-de-Meia. Para os professores, promete cumprir o piso nacional, inclusive para temporários, avançar na equiparação da remuneração à média das carreiras de nível superior do GDF, garantir um terço da jornada para planejamento e realizar concursos periódicos.
Entre as medidas de infraestrutura estão a construção de novas unidades, adaptação térmica das salas e bibliotecas em todas as escolas públicas. O plano ainda prevê uso responsável de tecnologia, eleição direta de diretores, fortalecimento de grêmios e conselhos escolares, escolas abertas nos fins de semana e a compra de ao menos 45% dos alimentos da merenda da agricultura familiar local.
Vamos mapear as escolas públicas de melhor resultado, entender o método e apoiar as de menor desempenho com formação, tutoria e recurso, sem transformar indicadores em instrumento de punição aos profissionais da escola.
Paula Belmonte (PSDB)
Paula Belmonte concentra seu programa na proposta de uma “educação que cuida”, com prioridade para a estrutura física das escolas, a autonomia dos gestores e a permanência dos estudantes próximos de suas casas. Uma das propostas é mapear as regiões que mais dependem de transporte escolar para planejar a construção de novas unidades onde os alunos vivem.
O plano também prevê um programa permanente de manutenção predial e a construção de refeitórios em todas as escolas públicas. Segundo a proposta, atualmente 30% das unidades contam com esse espaço. A candidata ainda defende o fortalecimento da alfabetização e avaliações diagnósticas contínuas para recuperar aprendizagens e evitar o acúmulo de defasagens.
Na inclusão, Belmonte propõe estruturar a rede para atender alunos neuroatípicos, pessoas com deficiência e estudantes com necessidades específicas, com adaptações curriculares e suporte especializado. O programa prevê integração entre saúde, educação e assistência para agilizar avaliações e diagnósticos de autismo e TDAH e o acesso a terapias associadas.
Para os profissionais da educação, a proposta é substituir gradualmente contratos temporários por professores concursados e ampliar a formação continuada em parceria com a UnDF. O plano inclui ainda a expansão do programa Na Moral, a descentralização do PDAF e a presença de equipes de saúde bucal e dentistas nas escolas para ações preventivas.
Cuidar pela educação é garantir que cada criança e cada jovem, independentemente de onde nasceu, de sua realidade ou de suas necessidades, tenha condições de aprender, desenvolver o potencial e construir o próprio futuro.
Ricardo Cappelli (PSB)
Ricardo Cappelli concentra suas propostas em três frentes: alfabetização na idade certa, redução das desigualdades entre os territórios e ampliação do tempo de permanência dos estudantes nas escolas. O programa “Brasília Aprende, Cuida e Avança” estabelece a meta de que 100% das crianças estejam alfabetizadas ao fim do 2º ano até 2030.
O plano também promete zerar, até 2030, a demanda validada por vagas em creches. Na educação integral, a meta é chegar a 35% dos estudantes e a 50% das escolas com jornada ampliada no mesmo período, priorizando regiões com maior déficit.
Para os professores, Cappelli propõe garantir a maior remuneração inicial da profissão no país. O plano também prevê concursos para reduzir a dependência de contratos temporários e assegurar professores nas turmas desde o primeiro dia de aula.
Na formação profissional, a proposta é chegar a 30 mil matrículas na educação profissional e vincular 25% das vagas da Educação de Jovens e Adultos à formação técnica. O candidato também promete ampliar a UnDF (Universidade do Distrito Federal) para 1.500 vagas anuais e garantir que todas as escolas tenham condições essenciais de segurança, acessibilidade, conectividade e conforto climático.
[Nosso objetivo é] garantir educação pública de qualidade, inclusiva, integral e territorialmente equilibrada, fazendo da aprendizagem, da valorização dos profissionais e da formação para a cidadania, a universidade e o trabalho pilares do desenvolvimento do Distrito Federal.
Kiko Caputo (Novo)
Kiko Caputo organiza suas propostas no programa “Educação, Talentos e Inovação”, com a ideia de integrar a escola ao projeto de vida dos estudantes. Uma das principais medidas é a criação do “Registro Integrado da Trajetória do Estudante”, que reuniria informações sobre aprendizagem, frequência e apoios recebidos.
Para as creches, o candidato propõe usar dados georreferenciados para projetar a demanda futura em cada região administrativa. Também defende a aceleração da implantação do ensino integral, mas condiciona a ampliação da jornada à preparação física das escolas, com cozinhas, refeitórios e laboratórios.
O programa prevê ainda a criação do “DF Fala o Mundo”, voltado ao ensino de idiomas, e a atualização do currículo para a chamada Economia 4.0, com programação, inteligência artificial, robótica, cibersegurança e cultura maker. Caputo também propõe integrar educação financeira e empreendedorismo ao currículo e criar um Passaporte de Talentos para registrar competências e cursos dos jovens.
Na gestão de pessoal, o plano prevê planejamento da força de trabalho para reduzir gradualmente os contratos temporários e priorizar concursados. Também estão entre as propostas a ampliação das escolas cívico-militares, protocolos de segurança com a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar e o programa Escola que Cuida, voltado à saúde mental e à prevenção do bullying.
O estudante deixará de ser apenas usuário de aplicativos e aprenderá a compreender, criar e avaliar tecnologias. Todo jovem merece concluir a educação básica, reconhecendo seus talentos e compreendendo os caminhos disponíveis para continuar estudando, ingressar no mundo do trabalho ou empreender com responsabilidade.
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