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Saúde no DF: saiba como candidatos prometem enfrentar filas e gargalos nos hospitais

Propostas vão de novas equipes de Saúde da Família e hospitais a inteligência artificial, telemedicina e mudanças no Iges-DF

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Candidatos ao Governo do DF propõem reduzir filas de consultas, exames e cirurgias com ampliação da atenção básica e uso de tecnologia.
  • Propostas incluem construção e reforma de hospitais, criação de novas equipes de Saúde da Família e uso de telemedicina.
  • Planos visam integrar dados de saúde e melhorar a gestão dos atendimentos, com foco em prontuário eletrônico e inteligência artificial.
  • Cada candidato apresenta medidas específicas, como mutirões de saúde, expansão de unidades de saúde e reestruturação do Iges-DF.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Celina Leão, José Roberto Arruda, Ricardo Cappelli, Paula Belmonte, Leandro Grass, Kiko Caputo
Candidatos ao GDF prometem construir novos hospitais e resolver filas por cirurgia Montagem - Luh Fiuza/VGDF, Alex Bandeira/Campanha Arruda, Nina Quintana/Campanha Cappelli, Lucas Peres/Comunicação Paula Belmonte, Divulgação/Campanha Leandro Grass e Reprodução/Instagram/@kiko_caputo

A redução das filas de consultas, exames e cirurgias aparece como uma das preocupações dos principais candidatos ao Governo do Distrito Federal. As propostas para a saúde pública do DF também incluem ampliação da atenção básica, construção e reforma de hospitais, contratação e valorização de profissionais, além do uso de tecnologias para integrar informações e melhorar a regulação dos atendimentos.

Embora partam de estratégias diferentes, os seis candidatos analisados — Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Kiko Caputo (Novo) e Paula Belmonte (PSDB) — apresentam medidas para reorganizar a rede pública e ampliar a capacidade de atendimento.


Confira a seguir o que cada candidato prevê para a área de saúde.

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Celina Leão (PP)

A proposta de Celina Leão concentra parte das ações na ampliação da infraestrutura e no uso de ferramentas digitais. O plano prevê o Programa Expresso da Saúde e o Opera-DF, voltados à redução da espera por consultas, exames e cirurgias de média e alta complexidade, com uso de inteligência artificial e telemedicina.


Outra proposta é o IntegraSaúde, que prevê unidades descentralizadas capazes de reunir consultas especializadas, exames diagnósticos e reabilitação em um mesmo local. O modelo também inclui prontuário eletrônico unificado e teleconsultas.

Na infraestrutura, o plano prevê a entrega do Hospital Ortopédico do Guará, dos hospitais de São Sebastião e Oncológico, do Bloco Especializado em Doenças Raras e de ampliações nos hospitais de Ceilândia e Recanto das Emas.


Também estão previstas sete novas UPAs em Águas Claras, Água Quente, Guará 2, Taguatinga, Estrutural, Arapoanga e Ceilândia. Para os servidores, a proposta inclui reestruturação e valorização salarial, reposição por concursos e fortalecimento do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal.

José Roberto Arruda (PSD)

O plano de José Roberto Arruda concentra propostas na expansão da atenção básica, na ampliação da estrutura hospitalar e na integração do DF com cidades do Entorno. O programa APS 100% Forte prevê a criação de 150 novas equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal. A proposta também prevê equipar agentes de saúde com tablets integrados ao Prontuário Eletrônico Único.


Para reduzir filas, Arruda propõe um Centro Distrital de Cirurgias Eletivas, sem pronto-socorro e voltado a procedimentos de vesícula e hérnia. A meta estabelecida no plano é zerar essa fila específica em 14 meses.

O candidato também prevê concluir quatro hospitais (São Sebastião, Recanto das Emas, Sol Nascente e Oncológico) e o Instituto de Cardiologia, além de criar quatro Centros de Especialidades e Imagem Diagnóstica.

O plano inclui ainda o programa Sorria DF, para reestruturar a urgência odontológica 24 horas. Na relação com o Entorno, propõe uma rede metropolitana com Goiás, Minas Gerais e União, com prontuário em nuvem e regulação única.

Leandro Grass (PT)

Leandro Grass apresenta o programa Pacto pela Saúde – Saúde Sem Espera, que prevê um mutirão permanente de consultas, exames e cirurgias eletivas, usando a capacidade das redes pública, filantrópica e privada credenciada. A meta estabelecida é fazer com que consultas e exames especializados sejam realizados em, no máximo, 30 dias ao final do governo.

O plano também estabelece como objetivo alcançar 100% de cobertura da atenção primária, com equipes de Saúde da Família próximas às residências. Na estrutura hospitalar, prevê reformas e recuperação de leitos em unidades do Gama, Santa Maria e no pronto-socorro de Ceilândia.

Uma das mudanças propostas envolve o Iges-DF. Grass defende devolver à Secretaria de Saúde o comando dos hospitais atualmente administrados pelo instituto, com uma transição de pessoal negociada.

O plano inclui ainda um contrato único para manutenção dos equipamentos de saúde, com prazo máximo para reparos de aparelhos como ressonâncias e tomógrafos, e painel público de acompanhamento. Na saúde mental, prevê psicólogos em todas as UBSs, Centros de Convivência e expansão dos Caps. Também propõe o Cheque Gestante, benefício de nove parcelas para grávidas de baixa renda vinculado ao pré-natal e pós-parto.

Ricardo Cappelli (PSB)

Ricardo Cappelli propõe uma reorganização da gestão das filas por meio do programa Fila Zero. A ideia é auditar a demanda reprimida e criar uma fila única para consultas, exames, cirurgias e reabilitação, com critérios de prioridade clínica e comunicação digital. A meta apresentada é reduzir em até 70% a fila de cirurgias eletivas em 24 meses.

Na atenção básica, o plano estabelece como objetivo ampliar gradualmente a cobertura real da Estratégia Saúde da Família para 85% até 2030, com integração da saúde bucal e de equipes multiprofissionais, principalmente nas periferias. A proposta prevê ainda reduzir em 20% as internações consideradas sensíveis à atenção básica.

O programa Saúde Tem Pressa busca diminuir em 30% a presença de casos leves nas emergências, com atenção domiciliar, fluxos rápidos e modernização do tempo de resposta do Samu. O plano também prevê rastreamento tecnológico de medicamentos, prontuário unificado e contratação de servidores por concursos planejados de acordo com a capacidade fiscal.

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Kiko Caputo (Novo)

Kiko Caputo propõe reorganizar o atendimento a partir do acompanhamento contínuo do paciente, chamado no plano de Jornada da Vida. Uma das principais medidas é o modelo UBS Plena, que prevê transformar progressivamente as unidades básicas em estruturas mais resolutivas, com maior acesso a exames e tele-interconsultas.

O modelo também prevê horários ampliados, incluindo noites e fins de semana, para atender à população trabalhadora. Na regulação, o plano propõe integrar exames, leitos, cirurgias e consultas em um sistema único com inteligência artificial, capaz de confirmar agendamentos e preencher automaticamente vagas canceladas.

Para doenças crônicas, a proposta prevê acompanhamento regular de pacientes com diabetes e hipertensão. O plano também inclui um Plano Distrital de Prevenção ao Suicídio, com busca ativa envolvendo saúde, assistência social e educação.

Na gestão, Caputo propõe unificar os sistemas de dados da Secretaria de Saúde e do Iges-DF e vincular repasses públicos a resultados assistenciais e produtividade. O plano prevê ainda quatro novas unidades: os hospitais de Ceilândia, São Sebastião e Guará, além do Hospital do Câncer.

Paula Belmonte (PSDB)

Paula Belmonte estrutura suas propostas a partir do conceito de Saúde que Cuida, com foco na atenção primária, prevenção e acompanhamento individualizado. O plano prevê ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família e reforçar as equipes de saúde bucal e multiprofissionais nas UBSs das regiões administrativas.

A proposta de Conexão na Jornada do Paciente prevê integrar dados de UBSs, Samu, exames especializados, hospitais, Caps e serviços de reabilitação. A intenção é evitar que o paciente tenha de refazer etapas do atendimento ou se perca no sistema após receber uma guia médica.

O plano também cria linhas de cuidado específicas para câncer e idosos. Para o câncer, prevê acompanhamento contínuo e agilização de mamografias e exames preventivos. Para idosos e pessoas com deficiência, ela propõe uma rede de cuidado domiciliar após a alta hospitalar, integrada ao Hospital do Idoso.

Na gestão, Belmonte promete uma auditoria ampla em contratos, compras e despesas do Iges-DF, além da divulgação de metas e indicadores. O plano inclui ainda tecnologia para prever estoques de medicamentos e evitar desabastecimento em farmácias populares e UBSs, além de um sistema de identificação de sinais de violência doméstica e feminicídio por meio das equipes de Saúde da Família e agentes comunitários.

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