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Mais câmeras, cerco às facções e inteligência: o que os candidatos ao GDF prometem na segurança

Propostas incluem câmeras com IA, reforço das polícias, investigação financeira e medidas para impedir a atuação de facções nos presídios

2026|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Candidatos ao Governo do Distrito Federal propõem o uso de tecnologia avançada, como câmeras com inteligência artificial, para reforçar a segurança pública.
  • Planos incluem o fortalecimento das forças policiais, integração de órgãos de segurança e criação de novas unidades para combater o crime organizado.
  • Propostas destacam a importância de atacar as estruturas financeiras das facções criminosas e de modernizar o sistema penitenciário.
  • Iniciativas também visam aumentar a prevenção e proteção de grupos vulneráveis, além de promover a educação e trabalho para a população carcerária.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Celina Leão, José Roberto Arruda, Ricardo Cappelli, Paula Belmonte, Leandro Grass, Kiko Caputo
Candidatos ao GDF prometem reforço do efetivo policial e investimento em tecnologia Montagem - Luh Fiuza/VGDF, Alex Bandeira/Campanha Arruda, Nina Quintana/Campanha Cappelli, Lucas Peres/Comunicação Paula Belmonte, Divulgação/Campanha Leandro Grass e Reprodução/Instagram/@kiko_caputo

Os planos de governo dos principais candidatos ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026 apresentam propostas para a segurança pública que passam pelo reforço das forças policiais, ampliação do uso de tecnologia, melhoria das investigações e criação de mecanismos para impedir a atuação de organizações criminosas dentro e fora dos presídios.

Embora os documentos tenham estratégias diferentes, o combate ao crime organizado aparece associado, principalmente, ao uso de inteligência, à integração entre órgãos públicos e ao enfrentamento das estruturas financeiras das facções. Há também propostas voltadas ao policiamento territorial, à prevenção e à proteção de grupos vulneráveis.


Confira a seguir o que cada candidato prevê para a área de segurança pública.

Celina Leão (PP)

Celina Leão coloca a integração entre as forças de segurança e o uso de dados no centro de sua proposta. O plano prevê ampliar o DF 360, com inteligência artificial aplicada ao videomonitoramento e integração entre Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, Detran e Defesa Civil.


Ela também propõe ampliar o policiamento preventivo em áreas escolares, comerciais, residenciais e rurais e criar delegacias e batalhões nas regiões administrativas que ainda não contam com essas estruturas. O DF 360 já é utilizado pelo governo para integrar sistemas de videomonitoramento e informações provenientes de câmeras de segurança, radares e sensores instalados em diferentes pontos do Distrito Federal.

Para combater o crime organizado, a proposta prevê fortalecer a investigação financeira e a recuperação de bens e ativos obtidos pelas redes criminosas. No sistema penitenciário, a candidata defende tecnologias capazes de impedir que os presídios sejam usados como centros de comando das facções.


O plano também inclui a meta de colocar 100% da população carcerária para trabalhar. Outra frente é a modernização da perícia, com digitalização de laudos, ampliação da extração de dados, perícia genética e reconstrução de locais de crime.

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José Roberto Arruda (PSD)

O plano de José Roberto Arruda aposta no reforço do policiamento territorial, na tecnologia e no isolamento das lideranças criminosas. Uma das principais propostas é o Programa Bairro Seguro e Tolerância Zero, que prevê dividir as regiões administrativas em quadrantes, com equipes permanentes da Polícia Militar e bases comunitárias móveis.


O candidato também promete recompor gradualmente o efetivo policial por meio de concursos, criar um plano de carreira com recomposição salarial e equipar 100% dos agentes com câmeras corporais.

Na tecnologia, Arruda propõe uma Muralha Digital com mais de 50 mil câmeras, equipadas com inteligência artificial, leitura de placas e reconhecimento facial, integradas ao CIOB (Centro Integrado de Operações de Brasília).

Para enfrentar as facções, o plano prevê novas alas e unidades prisionais para isolar lideranças, além do bloqueio inteligente de sinais de celular em 100% dos presídios. Outra frente seria a criação de um Centro Integrado de Segurança Metropolitana, com Goiás, Minas Gerais e União, para combater organizações criminosas e crimes nas áreas de divisa.

Leandro Grass (PT)

O plano de Leandro Grass, chamado “DF Sem Medo”, combina policiamento comunitário, tecnologia e inteligência financeira. A proposta prevê fixar policiais nos territórios para aproximá-los das comunidades e ampliar a participação dos Conselhos Comunitários de Segurança.

Também prevê reestruturar o sistema de monitoramento DF 360, com salas regionais funcionando 24 horas e inteligência artificial para identificar ocorrências, mas estabelece que qualquer abordagem tenha validação e decisão humanas.

No enfrentamento ao crime organizado, Grass coloca a asfixia financeira e patrimonial das facções entre as prioridades. O plano prevê criar uma unidade integrada de inteligência patrimonial e financeira para rastrear os recursos das organizações criminosas, acelerar a perícia cibernética e combater redes de receptação.

Na estrutura policial, propõe concursos para recompor o efetivo e adesão ao projeto nacional de câmeras corporais. Para o sistema prisional, o candidato do PT promete ampliar a educação e a remição de pena pelo estudo, além de enfrentar a superlotação e garantir acompanhamento após a saída dos presos.

Paula Belmonte (PSDB)

Paula Belmonte apresenta a proposta de “Segurança Inteligente”, baseada na integração de tecnologia e prevenção.

O plano prevê unificar as câmeras da Secretaria de Segurança Pública, DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Detran e Metrô em uma central com inteligência artificial e reconhecimento facial. O sistema seria usado para localizar foragidos, encontrar pessoas desaparecidas e identificar áreas de risco, especialmente nos arredores de escolas e centros comerciais.

A candidata também defende integrar as forças de segurança, com compartilhamento de dados, canais de comunicação e planejamento conjunto.

Para enfrentar o crime organizado, o plano propõe usar o cercamento eletrônico e a leitura de placas para identificar padrões de deslocamento, rotas de fuga e conexões entre grupos criminosos. Também prevê integrar a inteligência policial à inteligência penitenciária para acompanhar a atuação das facções dentro e fora das prisões.

A proposta inclui ainda investimentos em investigação e perícia especializada e ações conjuntas com Goiás para combater crimes nas áreas de fronteira. Belmonte também prevê recomposição dos efetivos das polícias e do Corpo de Bombeiros por meio de concursos.

Ricardo Cappelli (PSB)

Ricardo Cappelli propõe uma política de segurança baseada em investigação, inteligência e respeito às regras constitucionais. O plano chama a estratégia de “Tolerância Zero” e prevê o combate a organizações criminosas, homicídios, roubos, tráfico de drogas e armas e crimes digitais. A proposta inclui o estabelecimento de metas públicas e o uso de análise financeira para identificar e atingir as estruturas econômicas das facções.

O candidato também prevê fortalecer a capacidade de investigação e perícia da Polícia Civil e concentrar esforços para impedir que organizações criminosas continuem atuando de dentro dos presídios.

Na área penitenciária, o plano combina medidas de segurança com ampliação de oportunidades de trabalho e educação para os presos e alternativas penais, com o objetivo de reduzir a reincidência. O uso de tecnologia e videomonitoramento também está previsto, mas condicionado a regras de proteção de dados, supervisão humana e avaliação dos resultados.

Kiko Caputo (Novo)

Kiko Caputo organiza suas propostas no programa “Proteção e Convivência - DF Seguro e Vivo”, com foco na prevenção e no uso de inteligência para identificar riscos antes que eles se transformem em crimes.

O plano prevê fortalecer o CIOB, integrar forças de segurança, Defesa Civil e trânsito e ampliar o uso de videomonitoramento, drones, cercamento eletrônico e leitura de placas. Também propõe criar uma Câmara Técnica de Inteligência e Análise Territorial para identificar padrões de criminalidade e orientar o policiamento.

No combate às organizações criminosas, Caputo defende atingir a estrutura financeira das facções, em vez de concentrar a ação apenas na prisão de integrantes. Para isso, propõe uma Câmara Técnica de organizações criminosas, órgãos dedicados à recuperação de ativos e uma política específica contra o narcotráfico e o tráfico de armas.

O plano também prevê criar um Departamento de Combate aos Crimes Cibernéticos na Polícia Civil e fortalecer a inteligência penitenciária para impedir a comunicação das facções a partir das cadeias.

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