Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Lula lida com impacto econômico do Tarifaço e Flávio tenta se blindar de acusações

Às vésperas das eleições, medida de Trump entra em vigor e pré-candidatos tentam diminuir desgaste político provocado pelas tarifas

2026|Amanda Garcia e Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA impuseram uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, aumentando a pressão política às vésperas das eleições de 2026.
  • Lula busca estratégias para mitigar os impactos econômicos, enquanto Flávio Bolsonaro tenta se distanciar da decisão de Trump, seu aliado político.
  • Flávio Bolsonaro foi acusado de contribuir para a tarifa, enquanto ele culpa Lula por provocar a situação para benefício eleitoral.
  • O governo brasileiro está reforçando o programa Brasil Soberano para apoiar setores afetados e negocia com os EUA para reverter as tarifas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Flávio foi acusado de contribuir para a tarifa e acusa Lula de provocar situação para benefício eleitoral Montagem: Ricardo Stuckert - 17.07.2026 e Raul Spinassé - 21.07.2026

Às vésperas das eleições de 2026, o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos adiciona um fator de pressão à corrida presidencial. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta encontrar uma saída para reduzir os impactos econômicos das medidas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) trabalha para afastar sua imagem da decisão tomada pelo presidente americano Donald Trump, apontado como seu aliado político.

Em meio a esse cenário, os dois lados jogam para se distanciar do peso das taxas e exploram o desgaste político provocado pelo tarifaço.


Na semana passada, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), fez duras críticas ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo ela, Flávio é responsável pela tarifa adicional de 25% imposta pelos EUA. “É notório que a medida foi incentivada pela atuação sistemática e pública de Flávio Bolsonaro, que trabalha contra os interesses do próprio país”, disse em nota.


No fim de maio, Flávio teve um encontro com Trump, na Casa Branca. Dois dias depois, os EUA anunciaram a classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho como organizações terroristas. A notícia das novas tarifas veio cerca de 45 dias depois e ainda rendeu associação à visita do senador.

Pedido de adiamento

No início do mês, Flávio embarcou novamente aos Estados Unidos para uma audiência pública do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, na sigla em inglês).


A intenção, segundo ele, era defender que a sobretaxa não fosse implementada. Durante a agenda, ele pediu o adiamento do tarifaço e disse que a medida beneficia o atual presidente Lula nas eleições. A cobrança passa a valer nesta quarta-feira (22).

A avaliação de auxiliares de Lula é que, de fato, a reação ao tarifaço pode aproximar o governo do empresariado, ala mais próxima a Flávio Bolsonaro, e reforçar a narrativa de que a oposição contribuiu para a imposição das tarifas em um momento de pré-campanha eleitoral.


Leia Mais

Do outro lado, Flávio também usa o tarifaço como munição e responsabiliza Lula. Em entrevista, ele afirmou que o petista teria provocado o governo norte-americano para explorar o conflito nas eleições.

No X (antigo Twitter), o senador comentou a decisão dos EUA e culpou o presidente Lula pela sobretaxa. Também chegou a comparar Lula com o ex-presidente norte-americano Joe Biden.

“Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto. O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação”, afirmou.

Negociações

A nova tarifa de 25% foi anunciada na semana passada pelos EUA após uma investigação que concluiu que o Brasil adota práticas comerciais consideradas “desleais”, citando, entre outros pontos, o Pix, questões ambientais e decisões do Supremo Tribunal Federal envolvendo plataformas digitais.

Na terça-feira (21), representantes dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento iniciaram uma série de reuniões com empresários dos segmentos de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, cerâmica, calçados e açúcar para definir medidas de apoio.

O governo anunciou que vai reforçar o programa Brasil Soberano, criado no ano passado após a primeira rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos.

A iniciativa prevê a ampliação de linhas de crédito administradas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), além de ações para diversificar mercados e reduzir a dependência das exportações para os EUA.

No começo do mês, o Senado aprovou uma medida provisória que libera R$ 15 bilhões para o programa.

O governo também mantém aberta a negociação com Washington e não descarta recorrer à Lei da Reciprocidade, mas diz que isso dependerá da evolução das conversas entre os dois países.

Search Box

🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa

🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.