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MP Eleitoral orienta partidos a criar barreiras contra infiltração do crime organizado

Partidos devem analisar a vida pregressa de pré-candidatos para barrar nomes ligados ao crime organizado das eleições

2026|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério Público Eleitoral orienta partidos a adotar protocolos para evitar a infiltração do crime organizado nas eleições de 2026.
  • Recomenda-se a análise da vida pregressa de pré-candidatos e a apresentação de certidões criminais para impedir a candidatura de indivíduos ligados a facções criminosas.
  • O Ministério da Justiça remanejou R$ 30 milhões para fortalecer o Coaf na rastreabilidade financeira e troca de informações.
  • Partidos devem comunicar ao Ministério Público Eleitoral qualquer indício de financiamento ilegal ou influência de grupos criminosos após o registro de candidaturas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministério da Justiça também reforçou ações para conter o avanço do crime organizado na política Alejandro Zambrana/TSE - Arquivo

A menos de três meses do início das convenções partidárias que vão oficializar candidaturas para as eleições de 2026, o Ministério Público Eleitoral encaminhou aos partidos uma série de orientações para evitar a infiltração do crime organizado nas disputas eleitorais.

O documento recomenda a adoção de protocolos internos de fiscalização, mecanismos de integridade e até a análise da vida pregressa dos pré-candidatos para impedir o lançamento de nomes ligados a facções criminosas e milícias.


As orientações foram enviadas nesta semana aos procuradores regionais eleitorais de todo o país, que serão responsáveis por encaminhá-las aos diretórios partidários.

Medidas

Entre as medidas sugeridas pelo MP está a criação de protocolos de integridade que exijam dos pré-candidatos a apresentação de certidões criminais da Justiça Estadual e Federal em todas as instâncias.


A documentação serviria para subsidiar a avaliação dos partidos antes da definição dos nomes que disputarão cargos eletivos.

Outra orientação é que partidos impeçam a participação, em convenções partidárias, de filiados com envolvimento notório com facções criminosas ou organizações paramilitares.


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Caso esses nomes já tenham sido escolhidos internamente, a recomendação é que não sejam incluídos nos pedidos formais de registro de candidatura apresentados à Justiça Eleitoral.

Além disso, se surgirem indícios de financiamento ilegal ou de influência de grupos criminosos após o registro da candidatura, as legendas deverão comunicar imediatamente o caso ao Ministério Público Eleitoral, apresentando os elementos e provas disponíveis para a abertura de investigação.


O documento estabelece prazo de dez dias úteis para que as cúpulas partidárias informem quais medidas de segurança e fiscalização já possuem ou pretendem implementar para atender às orientações.

Ações contra o crime organizado

Segundo o Ministério Público, a presença de organizações criminosas no processo eleitoral representa uma ameaça direta ao regime democrático e à liberdade de escolha dos eleitores, além de poder favorecer a chamada “captura do Estado” por grupos criminosos interessados em influenciar decisões políticas e acessar recursos públicos.

O tema também ganhou prioridade no Ministério da Justiça, que remanejou R$ 30 milhões de verbas voltadas ao combate ao crime organizado para fortalecer a atuação do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) em suas bases no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Foz do Iguaçu (PR).

*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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